POLÍCIA DE PERTO

'Dia com a Polícia Civil' aproxima polícia da população em Bauru

Por Priscila Medeiros | da Redação
| Tempo de leitura: 4 min
Priscila Medeiros
Exposição de armas utilizada pela Polícia Civil
Exposição de armas utilizada pela Polícia Civil

Viaturas, armamentos, drogas apreendidas, técnicas de identificação e atividades voltadas às crianças aproximaram a população de Bauru do trabalho da Polícia Civil neste sábado (15), durante a segunda edição do “Dia com a Polícia Civil”. Realizado gratuitamente, o evento apresentou ao público parte da rotina e das ferramentas utilizadas pelos policiais na investigação e no esclarecimento de crimes.

Promovida pelo Departamento de Polícia Judiciária de São Paulo Interior (Deinter-4), a programação reuniu exposições e atividades interativas no Boulevard Shopping. Entre os destaques estiveram carros e viaturas antigas, incluindo um Fusca e uma viatura blindada conhecida como “Caveirão”, além das exposições de armamentos e do Museu de Drogas. O Laboratório de Papiloscopia também apresentou técnicas de identificação por meio das impressões digitais. A atividade mostrou ao público que o trabalho dos papiloscopistas vai além da investigação criminal, podendo ser utilizado, por exemplo, na identificação de pessoas sem documentação e de vítimas em acidentes.

Polícia mais próxima da população
Para o delegado de polícia e diretor do Deinter-4, Ricardo Luiz de Paula Martines, a iniciativa permitiu que a população conhecesse os policiais por uma perspectiva diferente daquela encontrada no cotidiano. “A população teve contato com os policiais e com a Polícia Civil de uma forma diferente do que ocorre no dia a dia.

Muitas vezes, nós não temos tempo de conversar com a população, explicar qual é a nossa função e mostrar que o policial civil também é um pai de família, tem seu lado humano”, afirmou. Segundo Martines, o encontro teve como objetivo despertar o interesse de crianças e jovens pela carreira policial. “É muito gratificante essa parceria para demonstrar durante um dia a nossa função, como trabalhamos e também pensar nas futuras gerações, aquelas pessoas que se interessam em seguir a carreira de policial”, disse.

O diretor ressaltou ainda que a atividade buscou mostrar que, apesar da rotina desgastante e das situações de risco enfrentadas pelos agentes, o policial também mantém uma vida familiar e pessoal fora da corporação. “O policial civil tem família. É aquele que tem sua família, que tem seu filho, suas obrigações fora do trabalho da polícia. É um ser humano como qualquer um”, destacou.

Martines também lembrou que os policiais muitas vezes passam feriados e datas comemorativas longe de casa em razão de plantões e operações. Segundo ele, o trabalho da Polícia Civil envolve esclarecer crimes, identificar autores e participar de redes de proteção voltadas a vítimas de violência.

Curiosidade com drogas e digitais
De acordo com o diretor do Deinter-4, entre os espaços que mais despertaram a curiosidade do público estavam o Museu de Drogas e o Laboratório de Papiloscopia. Ele explicou que a identificação por impressões digitais é utilizada não apenas para apontar possíveis autores de crimes, mas também para identificar pessoas e vítimas em diferentes circunstâncias.

“Não serve apenas para identificar autores de crime. Nós usamos muito os nossos papiloscopistas e auxiliares para identificar cadáveres em um acidente, por exemplo. É um trabalho fundamental para que possa liberar os corpos de forma rápida para a família”, explicou. O diretor citou ainda um acidente ocorrido em Marília envolvendo um ônibus com passageiros vindos do Nordeste. Segundo ele, o trabalho de identificação foi fundamental porque muitas vítimas não tinham documentos que permitissem o reconhecimento imediato.

Pequeno policial
Entre as crianças que participaram da programação estava Pedro Willian Coltrin Cavalieri, de 6 anos, que chamou a atenção ao comparecer ao evento vestido como policial civil. Ao ser questionado sobre o motivo de estar caracterizado, Pedro respondeu de forma direta: “Porque hoje é o dia da Polícia Civil.”

O menino contou que sempre teve interesse pela instituição e revelou que o pai, Willian Cavalieri, havia sido policial civil. Questionado se pretendia seguir a profissão, Pedro respondeu que sim. Aos 6 anos, ele também já dizia conhecer algumas técnicas policiais. Quando perguntado se sabia como era feita uma investigação, respondeu que estava aprendendo.

Na sequência, Pedro surpreendeu ao contar que já havia participado de uma “prova de tiro” e, com a espontaneidade típica da idade, afirmou que já poderia até prender alguém.

Durante a programação, o público também pôde conhecer de perto viaturas e equipamentos utilizados pela Polícia Civil.  As irmãs Sofia Pascoal, de 7 anos, e Alice Pascoal, de 5 anos, da cidade de  Araçatuba se encantaram com as viaturas e fizeram questão de conhecer uma por dentro. As crianças também tiveram acesso a atividades de pintura com temas relacionados à instituição e puderam participar de passeios em viaturas policiais.

Para Martines, a aproximação proporcionada pelo evento ajudou a mostrar que a Polícia Civil não se resume à atuação nas delegacias e operações. “As nossas viaturas e o nosso armamento são o que causa curiosidade nas pessoas adultas e também nas crianças”, afirmou.

Diretor do Deinter-4, Ricardo Luiz de Paula Martines
Diretor do Deinter-4, Ricardo Luiz de Paula Martines
Pequeno policila, Pedro Willian Coltrin Cavalieri, já conhece algumas técnicas policiais
Pequeno policila, Pedro Willian Coltrin Cavalieri, já conhece algumas técnicas policiais
Museu de Drogas
Museu de Drogas
Alice e Sofia Pascoal, de Araçatuba, fiqeram questão de conhecer a viatura por dentro
Alice e Sofia Pascoal, de Araçatuba, fiqeram questão de conhecer a viatura por dentro
População pode conhecer viaturas, armamentos e técnicas da Polícia Civil
População pode conhecer viaturas, armamentos e técnicas da Polícia Civil
Investigadores Marcelo Sousa e Marco Garzim, delegado Luiz Bertozzo, diretor Ricardo Martinez e equipe do Boulevard Shopping
Investigadores Marcelo Sousa e Marco Garzim, delegado Luiz Bertozzo, diretor Ricardo Martinez e equipe do Boulevard Shopping

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