O Brasil tem hoje 213,4 milhões de habitantes, segundo o IBGE. Seguindo a lógica, esse número cresce a cada dia. A necessidade de leitos hospitalares deveria, hipoteticamente, crescer na mesma proporção.
Na prática, isso não ocorre, basta vermos que entre 2010 e 2023 o SUS, mesmo com a população crescendo, teve uma redução de 8% nos leitos de internação, caindo de 335 mil para 309 mil no período, no País.
Isso significa que o brasileiro estava ficando mais saudável? Pelo contrário, apesar dos avanços da medicina nossa saúde continua necessitando de cuidados.
Atualmente, o SUS atende a uma população com aproximadamente 360 mil leitos, obviamente insuficientes para atender às necessidades básicas. Mesmo com muitos migrando para a rede privada, que conta hoje com 264 mil leitos, os pacientes do SUS ainda aguardam em filas intermináveis uma vaga de internação. Com relação às vagas em UTI, a situação é semelhante ou pior - a Rede do SUS oferece 73.000 leitos.
Público e notório que pelo menos o dobro disso deveria ser criado para atender à demanda. Uma triste realidade é que temos uma alta dependência da rede privada. Sabiam que a proporção de leitos SUS/habitante é bem inferior à recomendada pela OMS?
Esse cenário demonstra que enquanto a população cresce a capacidade instalada no SUS diminui, resultando nessas filas de espera e superlotação nas emergências.
Não é preciso ser um “Einstein” para concluir que a Saúde Pública involuiu na sua missão de prestação de serviços.
Mas onde está o problema se a Legislação exige que os Governos Federal, Estadual e Municipal invistam bilhões, entre 12% e 15% do Orçamento anual na Área da Saúde?
Certamente se em vez de seguirem a velha máxima do “roubamos mas fazemos” seguissem as sábias palavras da Vovó (“com a saúde não se brinca”) as coisas talvez fossem diferentes.
A culpa nem é totalmente dos detentores da caneta, é sua também que ainda não percebeu a importância do seu voto. Ao eleger “pilantras”, corruptos e oportunistas você também é “cúmplice” desse descaso com a Saúde.
Uma coisa é certa, cada um colhe o que planta, podem continuar jogando seu voto no lixo, mas depois não fiquem choramingando e reclamando que estão “brincando” com a sua saúde.