LITERATURA

Romance juvenil une distopia, tecnologia e folclore

da Redação
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Divulgação
Em seu primeiro romance, 'O garoto à janela', o escritor de Bauru Higor Boconcelo constrói um enredo complexo
Em seu primeiro romance, 'O garoto à janela', o escritor de Bauru Higor Boconcelo constrói um enredo complexo

Julier é órfão e se envolve numa trama que se desenrola na pequena cidade de Rosário, no Maranhão. Ao se ver completamente sozinho no mundo, decide investigar os mistérios por trás da morte de seus pais, envolvidos em uma grande revolução que mudou os rumos da história do Brasil por volta de 2040.

Este é o ponto de partida de "O garoto à janela", primeiro romance do jovem escritor Higor Boconcelo, que nasceu em Arealva, mas viveu durante muitos anos em Bauru. A obra será lançada no dia 8 de abril, às 19h30, no Espaço Mireveja, em Bauru, na rua Maria Cecília de Oliveira Maciel, 1-13 - Jardim Colonial, próximo à Unesp.

No dia 10 de abril o evento será na Livraria Martins Fonts Vila Buarque, em São Paulo (rua Dr. Vila Nova, 309 - Vila Buarque), a partir das 19h.

Na história de Boconcelo, um dos personagens de destaque é uma Caipora, sempre seguida por um javali que acompanha Julier em diversas passagens. A partir daí, em meio a robôs pessoais, telas holográficas e à automação de quase tudo, Julier encontra seres fantásticos - tanto reais quanto digitais - que irão conduzi-lo por uma jornada de descobertas, desencontros, mistérios e aventuras.

Assim, Higor embrenha-se no universo juvenil criando mundos distópicos e futuristas, que misturam tecnologia e seres folclóricos.

Com um olhar atento e a ajuda de um grupo de hackers clandestinos, o garoto descobre janelas reais e imaginárias que revelam uma trama complexa na qual o realismo fantástico se mistura à corrupção, às paisagens brasileiras e aos truques de mágica.

Com 336 páginas, "O garoto à janela" é um convite a uma leitura repleta de surpresas e de mistérios que vão sendo desvendados na medida em que adentramos a vida de Julier, desde sua infância até tornar-se um hacker com habilidades de mágico.

Quando criança, nutria o hábito de observar o mundo pela janela de casa; na juventude, olhava tudo pela janela de carros, caminhões, aviões, além de hologramas e dispositos eletrônicos ultramodernos. Em "O garoto à janela", quando a tecnologia falha, o fantástico assume o controle.

Outro destaque são as viagens do garoto pelo Brasil em busca de pistas de seus pais. Um dos destaques é a viagem que faz com o avô, ainda criança, aos Lençóis Maranhenses. Na janela do carro, no caminho para um dos lugares mais belos do país, ele avista um javali que corre e acompanha o veículo em que estão.

ILUSTRADOR

A Caipora e o javali também estão presentes na arte da capa, assinada pelo ilustrador Raphael Mortari, que traz um linguagem contemporânea inspirada na arte futurista.

Com quase 15 anos de atuação nacional e internacional, é influenciado pelo cinema e pela cultura pop e desenvolve trabalhos para as revistas como Zupi, Computer Arts, Runner's World, Mundo Estranho, Galileu e Época. É autor do HQ Supernada, lançado em 2015. O projeto gráfico é da designer Cintia Belloc.

O autor

Higor Boconcelo é um jovem escritor que vive em Berlim e tem mais de uma década de experiência em comunicação, design, tecnologia e escrita criativa. Seu romance de estreia, O garoto à janela, revela um narrador com múltiplas habilidades, capaz de arquitetar tramas intrincadas nas quais o fantástico e o futuro se encontram.

'O garoto à janela'
Autor: Higor Boconcelo
Projeto gráfico: Cintia Belloc
336 páginas
1ª edição
Editora Mireveja
ISBN: 978-65-86638-77-6
Tamanho 13,5 cm x 20 cm

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