No Dia Mundial de Combate à Tuberculose, celebrado nesta terça-feira (24), a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo alerta para a necessidade de conscientização, prevenção e adesão ao tratamento como medidas essenciais para reduzir a incidência da doença. Em 2025, o estado registrou 17.887 novos casos, enquanto o município de Bauru contabilizou 113 ocorrências no mesmo período, sendo a maioria entre homens na faixa etária de 30 a 39 anos.
A tuberculose é uma doença infecciosa e transmissível causada pela bactéria Mycobacterium tuberculosis, conhecida como bacilo de Koch. Embora atinja principalmente os pulmões, a enfermidade pode comprometer outros órgãos do corpo.
De acordo com dados da Secretaria de Estado da Saúde, houve redução no número de casos em São Paulo, que passaram de 20.633 em 2024 para 17.887 em 2025. Em Bauru, a queda também foi registrada, com 159 casos em 2024 contra 113 no ano seguinte. Mo entanto, a prevenção continua sendo essencial.
A transmissão acontece pelo ar, quando uma pessoa com tuberculose pulmonar ativa fala, tosse ou espirra, liberando partículas microscópicas que podem permanecer suspensas por horas. A infectologista Camila Rodrigues, do Instituto de Infectologia Emílio Ribas, explica que o contágio é mais frequente em locais fechados e com pouca ventilação, geralmente após contato próximo e prolongado. Ela ressalta que nem todas as pessoas infectadas desenvolvem a doença, já que a forma latente é comum.
Para ampliar o acesso à informação, o governo estadual disponibiliza dados atualizados sobre a doença por meio do Núcleo de Informações Estratégicas em Saúde (NIES), permitindo acompanhamento público e transparente, por meio do link: https://nies.saude.sp.gov.br/ses/publico/tuberculose
Prevenção e sinais de alerta
A prevenção envolve ações individuais e coletivas, como diagnóstico precoce, tratamento adequado, manutenção de ambientes ventilados e uso de máscaras em situações de risco. A investigação de contatos próximos e o tratamento da infecção latente também são recomendados, especialmente para grupos mais vulneráveis, como pessoas vivendo com HIV. A vacina BCG segue sendo fundamental, sobretudo na proteção de crianças contra formas graves da doença.
Diagnóstico e tratamento
O diagnóstico é realizado a partir da avaliação clínica, exames laboratoriais e métodos de imagem. O tratamento padrão tem duração média de seis meses e exige acompanhamento rigoroso.
Especialistas alertam que a interrupção do tratamento antes do prazo indicado pode comprometer a cura, favorecer a reincidência e contribuir para o surgimento de formas resistentes da doença, além de manter a transmissão ativa.
Combate ao abandono do tratamento
Entre as estratégias adotadas pelo sistema de saúde para evitar a interrupção do tratamento estão o acompanhamento direto da medicação por profissionais, atuação multidisciplinar, orientação contínua ao paciente e oferta de apoio social, como transporte e alimentação.