Alguns dos principais argumentos contra o fim da escravidão no Brasil baseavam-se na defesa da economia que poderia sentir forte impacto, causar ruína financeira e a escassez da mão de obra. Parece incrível, mas com palavras atualizadas, setores da Indústria Nacional se posicionam contra o fim da escala 6x1 e contrários à escala 5x2 quase que com os mesmos argumentos dos anti-abolicionistas no século XIX.
Na escala de trabalho 5x2, se trabalha cinco dias e descansa-se dois, é o modelo mais adotado, sendo padrão em dezenas de países com economias estáveis. Podemos citar os Estados Unidos, Alemanha, Inglaterra, Canadá, Itália e outros. Aliás, no Brasil também, e os beneficiados são só os funcionários públicos. Jogando por terra a nossa máxima jurídica de que todos somos iguais perante a Lei. Já na França a escala de trabalho é de 35 horas semanais e a economia vem em constante melhora.
Os Países citados acima são a prova que uma escala reduzida de trabalho garante melhor qualidade de vida, saúde mental e física dos trabalhadores e combate à exaustão. Além de aumento da produtividade e motivação da equipe, permitem tempo para qualificação, lazer e família. E, no caso do Brasil, poderá ocasionar até a redução de afastamento trabalhista pelo INSS.
O Projeto do fim da escala 6x1 será enviado pelo governo federal e será votado no Congresso ainda neste primeiro semestre de 2026. E em época de eleição é mais fácil um peixe andar de bicicleta do que ele não ser aprovado. Tal como ocorreu com o imposto de renda.
PS - 180 mulheres estupradas em Bauru (15 por mês) no ano de 2025, citam dados da Segurança Pública do governo do Estado de São Paulo. E até o momento não se vê uma campanha por parte do governo municipal, da Câmara e das autoridades no sentido de prevenção à violência contra mulheres.