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Bauru registra 2 furtos ou roubos de celulares por dia; VÍDEO

Por Cássia Peres | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Imagem ilustrativa gerada por IA
Além do prejuízo financeiro, a perda do aparelho também representa riscos à privacidade e à segurança digital
Além do prejuízo financeiro, a perda do aparelho também representa riscos à privacidade e à segurança digital

Ao longo de 2025, mais de 700 casos de roubo e furto de celulares foram registrados em Bauru, segundo dados da Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo. Os números evidenciam a recorrência desse tipo de crime no cotidiano da cidade e acendem um alerta para a segurança da população.

Do total de ocorrências, a maioria corresponde a furtos - quando o aparelho é levado sem que a vítima perceba ou sofra ameaça de agressão ou mesmo a agressão. Ainda assim, os registros de roubo, que envolvem ameaça ou uso de violência, também chamam atenção. Enquanto os furtos somam aproximadamente 600 casos, os roubos ultrapassam a marca de 100 ocorrências no período.

Responsável pelo Setor de Investigações Gerais (SIG), o delegado Marcelo Góes informa que fios e cabos lideram o ranking dos objetos mais furtados, seguidos pelos celulares, geralmente em situações de distração das vítimas. “As ocorrências com celulares costumam acontecer principalmente no período noturno, muitas vezes dentro de estabelecimentos comerciais e acompanhadas da subtração de outros objetos. Um dos focos do trabalho policial é o esclarecimento dos casos e a identificação de receptadores”, explica.

Já em relação aos roubos, o delegado Alexandre Protopsaltis, da 1.ª Delegacia de Investigações Gerais (1.ª DIG), destaca que os celulares seguem entre os principais alvos em Bauru por serem bens de alto valor e fácil revenda. Segundo ele, além de estarem sempre com as vítimas, os aparelhos têm rápida liquidez no mercado ilegal e ainda podem gerar ganhos indiretos, como o acesso indevido a dados pessoais e contas bancárias. “Enquanto houver quem compre, haverá quem roube”, pontua.

Além do prejuízo financeiro, a perda do aparelho também representa riscos à privacidade e à segurança digital, já que os dispositivos concentram dados pessoais, senhas e acesso a aplicativos bancários. Por isso, a orientação é comunicar imediatamente as instituições financeiras e providenciar o bloqueio do aparelho, destaca Protopsaltis.

A Polícia Civil reforça que o registro imediato do boletim de ocorrência, com a informação do número do IMEI, é essencial para aumentar as chances de rastreamento e recuperação do aparelho. O bloqueio rápido e a adoção de medidas de segurança digital também são fundamentais para reduzir prejuízos e evitar o uso indevido de dados pessoais.

Ainda, a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) implementou e ampliou iniciativas como o programa “SP Mobile”, que cruza dados de boletins de ocorrência com informações de operadoras para identificar aparelhos com restrição, notificar quem está em posse do celular e possibilitar a devolução às vítimas.

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