CASO CLAUDIA

Filha de Claudia: Roberto nunca confortou família após sumiço

Por | Bruno Freitas
| Tempo de leitura: 1 min
Douglas Willian
Letícia Logo ao chegar no Fórum de Bauru
Letícia Logo ao chegar no Fórum de Bauru

Última a depor no julgamento desta quinta-feira (9) antes da pausa para o almoço, Letícia Lobo, filha de Claudia Regina da Rocha Lobo, destacou o comportamento distante do réu Roberto Franceschetti Filho nos dias que se seguiram ao desaparecimento da mãe, ocorrido em 6 de agosto do ano passado. Segundo ela, enquanto outras pessoas ofereciam apoio e palavras de esperança, Roberto jamais demonstrou conforto ou otimismo.

Letícia contou que, na noite em que Claudia desapareceu, ela teria uma aula da faculdade em formato de Ensino a Distância (EAD). Após as buscas iniciais pela mãe, Letícia ligou para Roberto para informá-lo de que registraria um boletim de ocorrência. Ele teria respondido apenas: “É bom fazer mesmo”.

A testemunha afirmou ainda que sua mãe tinha uma viagem marcada para a Argentina no mês seguinte ao desaparecimento, junto com o namorado, com quem mantinha uma união estável formalizada em cartório — informação que ela só soube posteriormente ao desaparecimento. O relacionamento entre eles durava cerca de quatro meses.

Outro ponto mencionado no depoimento foi o diagnóstico psicológico de Claudia. Segundo Letícia, a terapeuta da mãe identificava uma dependência emocional de figuras masculinas em sua vida, incluindo Roberto Franceschetti. Ela também teria sido dependente psicologicamente de Olga Bicudo, ex-presidente da Apae, e anteriormente, do ex-marido.

Letícia afirmou ainda que Claudia possuía um seguro de vida. Durante seu depoimento, Roberto, que ao longo da sessão permaneceu a maior parte do tempo cabisbaixo, manteve a atenção voltada para ela. Letícia chorou ao deixar o plenário.

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