Com os braços cobrindo o rosto, o réu Roberto Franceschetti Filho entrou no Fórum de Bauru na manhã desta quinta-feira (9), onde, em instantes, terá início o julgamento de um dos crimes de maior repercussão da história recente da cidade: o assassinato de Claudia Regina da Rocha Lobo, ex-secretária-executiva da Apae.
Franceschetti dividirá o banco dos réus com o ex-funcionário do almoxarifado da entidade, Dilomar Batista. Ambos serão julgados pelo Tribunal do Júri e respondem por crimes relacionados à morte de Claudia, desaparecida desde agosto de 2024.
O comboio de viaturas da Polícia Militar e da Polícia Penal, que trouxe Franceschetti do Centro de Detenção Provisória (CDP), entrou pelo estacionamento do Fórum, sob o acompanhamento da imprensa.
A sessão estará sob a presidência do juiz Jair Antônio Pena Junior, da 1.ª Vara Criminal. O julgamento poderá se estender até esta sexta-feira (10), devido à complexidade do caso e ao número de testemunhas arroladas. O delegado que conduziu o caso, Cledson do Nascimento, titular da 3.ª Delegacia de Homicídios (3.ª DH) da Deic em Bauru, responsável pela investigação, também está no local.