Bariri - A Câmara de Bariri (56 quilômetros de Bauru) aprovou na noite desta quinta-feira (6), por 7 votos a 2, a abertura de Comissão Processante (CP) contra o vereador Gilson de Souza Carvalho por suposta falta de decoro. A Comissão será presidida por Francisco Leandro Gonzalez e terá Myrella Soares da Silva como relatora e Rubens Pereira dos Santos como membro.
De acordo com informações da Clube FM, a representação pedindo a abertura da Comissão Processante contra o parlamentar foi protocolada na Casa pelo munícipe Paulo Egídio Grigolin.
No documento, o denunciante afirma que Gilson teria propagado informações falsas durante o uso da tribuna do Legislativo na sessão do último dia 3 de fevereiro, transmitida ao vivo.
Na ocasião, o vereador declarou que uma criança havia morrido na Santa Casa da cidade, que encontra-se atualmente sob intervenção municipal, devido a falta de oxigênio na maternidade.
Ainda conforme a representação, o fato foi desmentido durante inspeção realizada no dia 14 de fevereiro pelo Ministério Público (MP) e representantes da Câmara, Prefeitura e Santa Casa.
O MP chegou a enviar ofício ao presidente do Legislativo alegando que a conduta do parlamentar gerou risco aos envolvidos e abalo emocional aos pais da criança por sugerir eventual omissão.
Votaram a favor da instalação da CP, além de Rubens, Roni Paulo Romão, Laudenir Leonel de Souza, Aline Mazo Prearo, Daniel de Oliveira Rodrigues e Paulo Crepaldi (suplente de Gilson). Os votos contrários foram de Francisco Leandro Gonzalez e Myrella Soares da Silva.
Defesa
Gilson de Souza Carvalho diz que a instalação da CP foi um "ato descabido" e "eleitoreiro" e defendeu a inviolabilidade do vereador por suas palavras. "Eu, vereador, só falei o que foi levado para mim pelo pai e pela mãe da criança", declara.
"Vamos agora para a defesa da CP e trabalhar em cima da verdade. Os vereadores que foram escolhidos para a Comissão são pessoas sérias, pessoas honestas, pessoas do bem, que vão fazer o melhor possível".
O parlamentar ressalta que, em seu discurso, não denegriu a imagem de ninguém e nem citou que houve qualquer negligência médica. "Eu confio na Justiça no final, pelo arquivamento da denúncia", afirma.
Ele também reclama que, durante a sessão de votação da CP, não pôde exibir vídeo que gravou com os pais da criança que morreu, além de boletim de ocorrência (BO) registrado por eles e declaração da mãe.
"Disseram que o telão da Câmara estava com defeito, além de chamar o suplente para votar no meu lugar", contesta, argumentando que, pelo Regimento Interno da Casa, por se tratar de matéria de seu interesse, ele teria apenas que se abster de votar.