Há décadas Bauru sofre com a constante falta de água.
Só que em 2023/24 a situação foi mais drástica porque o Brasil sofreu os reflexos do fenômeno El Niño no que acarretou em 4 ondas de calor (a última na semana passada) que elevaram as temperaturas a níveis 5ºC a mais que o natural. E consequentemente Bauru também foi afetada.
E por causa dessa situação climática o nível do Rio Batalha é um dos mais baixos da história das medições no que materializa em racionamento e falta de água.
Mas estamos em ano eleitoral e alguns agentes políticos e militantes partidários em redes sociais correm a atribuir a responsabilidade da falta de água nas costas da administração municipal.
Oras, é lógico que o DAE tem que fazer de tudo para atenuar essa situação e a prefeita já decretou emergência hídrica.
E é preciso furar mais poços e estudar a captação da água em outras fontes que não seja tão somente o Rio Batalha.
No entanto, a nossa cidade já foi administrada 12 anos por ambientalistas. Um prefeito por oito anos e o outro por quatro anos.
E pela formação deles, deveriam ter resolvido ou amenizado essas constantes falta de água em Bauru.
Mas não o fizeram!
E muitos dos agentes políticos e setores que reclamam hoje e querem jogar a culpa da falta de água nas costas da atual prefeita tiveram cargos políticos e participaram das gestões destes dois ambientalistas.
Novamente tenho que repetir aqui a velha filosofia hipócrita do 'faça o que digo, mas não faça o que faço!'
E nas gestões deles não ocorreram essas ondas de calor que a atual administração municipal está tendo que enfrentar em 2023/24 por causa do fenômeno El Niño.
A crítica faz parte e é preciso, sim, cobrar resultados do DAE. Mas sem politicagem e muito menos demagogia!
PS - Copo quebrado no chão, voz de prisão e vereador chamando o outro de sem-vergonha. O parlamento às vezes tem que fazer autocrítica, hein! Senão, se cobrir vira circo e se cercar vira hospício !
Embora não possamos generalizar!
Comentários
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junior fabiano 18/05/2024Caro Pedro Valentim, Gostaria de apresentar algumas considerações sobre seu ponto de vista, que me parece um tanto incompleto. Primeiramente, concordo plenamente quanto à valorização dos prefeitos com políticas ambientalistas. Contudo, discordo parcialmente dos demais pontos. Vamos analisá-los: Você mencionou que \"nas gestões deles não ocorreram essas ondas de calor que a atual administração municipal está tendo que enfrentar em 2023/24\". Embora isso possa ser verdade, é importante destacar que os cientistas têm alertado sobre o aumento na frequência e intensidade das ondas de calor como consequência das mudanças climáticas antropogênicas. Lembre-se da expressão do ex-ministro do meio ambiente de \"passar a boiada\", que ilustra bem os impactos negativos das políticas ambientais negligentes. Além disso, é crucial entender que os servidores do Departamento de Água e Esgoto (DAE) apenas executam as ações autorizadas. Sem a aprovação do presidente do DAE, que é nomeado pela prefeita, esses servidores ficam limitados em suas ações e iniciativas. A prefeita autorizou a perfuração de poços que, apesar do investimento, têm se mostrado ineficazes, com vazão insuficiente para atender às necessidades básicas. Quanto ao rio Batalha, é pertinente questionar quais ações concretas foram tomadas. Houve algum estudo de impacto ambiental sobre o cultivo de eucaliptos na região do rio Batalha? A ausência de tais medidas e estudos denota uma falta de gestão ambiental eficaz. Isentar a prefeita do caos instalado é desconsiderar a responsabilidade administrativa que lhe cabe.