OPINIÃO

Vamos à luta!

Por Reinaldo Cafeo | 15/02/2024 | Tempo de leitura: 2 min

O autor é diretor regional da Ordem dos Economistas do Brasil

Mesmo sabedor de que o ano não começa depois do carnaval (nossos credores não nos deixam pensar assim), é hora de ir à luta. Do ponto de vista macroeconômico, temos um ano desafiador. O rombo nas contas públicas de 2023 é um indicativo dos desafios que teremos para este ano, principalmente no tocante à confiança dos agentes econômicos no governo comandado pelo presidente Lula.

Se não bastassem os desafios econômicos, o país continua polarizado politicamente. Mesmo alardeando aos quatro cantos que a gestão Lula seria de pacificação, o que se observa é que o discurso não é colocado em prática. O "sistema" continua em busca de vingança e o país continua dividido.

Também a insegurança jurídica é um dos grandes entraves para que o setor privado tenha mais apetite em investir no país.

Além disso tudo, há uma pauta econômica indigesta a ser discutida no Congresso Nacional. Passa pela regulamentação da Reforma Tributária, transita pela discussão da revisão da tributação na renda (que não foi contemplada na Reforma Tributária), tendo ainda a gana do governo em tributar, e a discussão da vez deverá ser a volta gradativa da tributação sobre a folha de salários de 17 setores fortemente empregadores, que tiveram recentemente a desoneração adiada. E, não menos importante, a pressão de parte dos congressistas para ampliar as emendas parlamentares, cortadas do orçamento deste ano, o que é uma verdadeira "moeda de troca" para o devido apoio ao governo. E tem ainda as eleições municipais. Parlamentares que não forem candidatos em seus municípios, certamente farão campanha para os membros do partido ou da federação, e dificilmente haverá votações importantes no segundo semestre.

Voltando a economia, há enorme desafio em manter a inflação controlada, e ainda garantir que o setor público não faça lambança nas contas públicas. Se o ambiente for benigno, apesar de todos os desafios, a taxa básica de juros continuará em queda, favorecendo os investimentos produtivos, que permitirão a geração de emprego e renda.

Se não tivermos nenhuma pauta de costumes mais contundentes, o embate ficará restrito a quem é capaz de liderar a direita brasileira. Isso permitirá que as coisas fluam dentro de uma certa previsão, para o bem. Como observaram o mundo já girou e girou muito no período antes do carnaval e não dá mais para adiar o "assumir" o controle das coisas.

Vale reforçar: vamos à luta!

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