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Despertar da montanha


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De onde partem os historiadores quando se decidem a escriturar a história antiga ou atual das cidades? É a pergunta que explode na boca dos moradores, interessados em descobrirem como nasceram e cresceram as suas localidades e, igualmente, quais foram os seus fundadores e como conseguiram a façanha. Teriam eles se assentado no local, à sombra benfazeja de florestas ou simples arvoredos, e ali semeado a plantinha geradora da nova urbe? É uma interrogação, cuja resposta pode incidir tanto sobre atividades agrícolas e bovinas como também comerciais, estas representadas inicialmente por uma vendinha de secos e molhados ou um botequim de cachimbos, fósforos, refrigerantes e aguardentes, um e outro constituindo o segmento que mais caracteriza o nascimento e a evolução das vilas, das cidades e de seus costumes. “Em torno do segmento se desenvolve todo um modo de vida representativo dos valores que geram a identidade cultural de uma comunidade”- opinam historiadores, acrescentando que “sob os olhos dos seus primeiros comerciantes a localidade cresce e se modifica, uma vez que é o homem um observador privilegiado por presenciar as preferências, os desejos e os gostos de sua clientela que, como criança, se torna adulta e um dia se casa”. Então, destacar a importância do parturiente na caminhada do burgo tem de ser o principal objetivo dos estudiosos, aos quais incumbe realçar as opiniões dos comerciantes e comerciários e, para os seus entrevistados, indagar com apenas sete palavras: “O que é o comércio para você?” Uma pergunta cuja resposta vem também curta e grossa: “É tudo, pois conheço muitas pessoas que venderam a própria casa, na cidade em que residiam, para se radicarem aqui com um pequeno balcão comercial, uma simples lojinha, um salão de barbeiro, um burrinho atrelado em frente e, alicerçados nisso, vão acompanhando o crescimento da terra onde plantaram seu negócio e decidiram continuar sua vida.

Vem dessa energia a força que, desde 1896, sua fundação, impulsiona linearmente a nossa Sem Limites, tradicionalmente dotada de uma paisagem comercial que o tempo tornou ininterrúpta e modernista, conhecedora de todos os segredos da constituição e da comercialização de seus estoques! É a nossa opinião.

O autor, N. Serra, é o jornalista responsável do JC e delegado regional da Associação Paulista de Imprensa e da Ordem dos Velhos Jornalistas do Estado.

“Instruir-te-ei e ensinar-te-ei o caminho que deves seguir; guiar-te-ei com os meus olhos apenas! Salmos 32,8.

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