Economia & Negócios

Economize com as cestas de Natal

Por Bruna Dias | Com Redação
| Tempo de leitura: 5 min

Faltando apenas oito dias para o Natal, alguns consumidores ainda se sentem em dúvida ao escolher boas e econômicas opções de presentes que agradem e sejam marcantes. As tradicionais cestas de Natal são uma boa saída e, segundo comerciantes, têm se tornado cada vez mais acessíveis e procuradas pelos consumidores.

A pergunta recorrente nesses caos é: vale a pena comprar o presente pronto ou adquirir os produtos separadamente para montar a sua própria cesta? Uma pesquisa realizada pela equipe de reportagem do Jornal da Cidade na tarde de ontem revelou que ainda é mais vantajoso comprar os itens e deixar a imaginação fluir.

As opções são as mais diversas, entretanto, segundo Raquel Fernandes, funcionária de uma loja especializada em artigos nacionais e importados e responsável por montar algumas das cestas vendidas no local, as preferidas são as que contêm chocolate.

“Geralmente os clientes optam pelos produtos importados, que estão com preços mais acessíveis este ano. No Natal, o que sai mais são as cestas que têm chocolates e bebidas”, orienta.

Raquel, que trabalha no estabelecimento há cinco anos, se diz surpresa com as vendas de cestas natalinas neste ano.

“Eu estou até surpresa porque foi o ano que mais vendeu cestas de Natal. Os clientes não estão muito preocupados com o preço, mas a cesta mais barata que eu tenho custa R$ 29,90 e vem com uma bebida, um panetone e chocolates nacionais. Já uma grande para a família, que vem batatas fritas importadas, queijo, torrone, uma bebida, chocolates e mais produtos, custa cerca de R$ 111,50”, apontou.

Escolha

Os clientes do estabelecimento também podem optar por trocar algum produto que não achem muito adequado para a pessoa que será presenteada.

“As cestas para homens, por exemplo, quase sempre vêm com uma bebida. Mas tem homens que não bebem uísque, outros que não bebem vinho, então dá para trocar. Geralmente eles confiam nas opções de cesta que nós montamos”, afirmou Raquel.

O mesmo acontece na loja de Izabel Cristina Rossi, que atua no ramo há 18 anos. O cliente que chega ao estabelecimento tem acesso a um “cardápio” de opções de cestas natalinas, café da manhã, entre outros. Izabel confirma a opinião de Raquel e diz que dificilmente o cliente faz a troca de algum item do presente.

“O nosso ‘cardápio’ é muito variado, então o cliente encontra logo a opção de cesta que quer. Mas se ele quiser, ainda pode substituir algum produto por outro de sua preferência”, destacou Izabel.

A cesta natalina mais barata vendida no estabelecimento custa cerca de 70,00. Já uma de tamanho maior, que serve toda a família, atinge uma média de R$ 140,00.

Mesmo nas lojas especializadas, é possível reduzir o custo se o próprio consumidor escolher os produtos que vão compor o presente. Desta forma, uma cesta que custa R$ 80,00 na versão pronta oferecida pela loja pode ficar mais barata a partir da substituição de alguns produtos, sem alterar a quantidade de itens.

A estratégia é a mesma para quem preferir comprar os itens separadamente em um supermercado e montar a sua cesta de acordo com as preferências da pessoa que será presenteada.

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Nacionais x importados

Em entrevista recente ao Jornal da Cidade, o proprietário de uma loja de artigos nacionais e importados de Bauru, Carlos Prando, revelou que mesmo havendo produtos nacionais em seu estabelecimento, os clientes preferem montar as cestas com os “estrangeiros”.

“Esses importados estão cada vez mais virando presentes e até substituindo certos produtos nacionais da tradicional cesta de Natal”, ressaltou.

Prando explicou na ocasião que não só a queda do dólar é responsável por garantir preços menores, mas também sua estabilidade.

“O importador, em anos anteriores, não vendia mais barato seu produto, já que temia-se que o dólar poderia subir, pois a moeda era mais instável. Hoje, com a estabilidade, eles estão importando a custos baixos e mantendo os valores acessíveis também para venda”.

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Procon orienta as compras natalinas

No mês de dezembro, quando se registra maior movimentação no comércio por conta do Natal, o consumidor deve estar atento para que efetue um consumo consciente. A orientação é do Procon de Bauru, que nesta época registra muitas reclamações referentes à garantia dos produtos e cobranças indevidas.

Por isso, alerta os consumidores para que fiquem atentos e exijam, no ato da compra, o preenchimento do termo de garantia, a nota fiscal e a cópia do contrato.

“O consumidor deve comprar com antecedência seus presentes e realizar uma pesquisa adequada de preços, para que compre os produtos pelos menores valores praticados no mercado”, destaca o órgão em nota oficial.

Outra dica do Procon é que os consumidores fiquem atentos também às ofertas extremamente atrativas para se proteger contra eventual publicidade enganosa. É importante guardar as ofertas ou mensagens publicitárias que o levaram a realizar determinada compra e pedir que seja feita por escrito e assinada, quando se tratar de proposta verbal.

A coordenadora do Procon de Bauru, Fernanda de Assis Martins Pegoraro, explica que caso a empresa se recuse a cumprir o que foi ofertado, “o consumidor pode optar por exigir o cumprimento forçado da obrigação, nos termos da oferta e publicidade, aceitar outro produto ou prestação de serviço equivalente, ou rescindir o contrato com a restituição da quantia eventualmente antecipada, atualizada monetariamente, e perdas e danos.”

Por outro lado, ela lembra que as lojas não estão obrigadas a trocar um produto que não apresente vício ou defeito. “Entretanto, nos casos em que seja oferecida essa possibilidade pelo estabelecimento, é recomendável que o consumidor solicite que esta informação conste por escrito em um recibo ou mesmo na nota fiscal”, orienta.

Quanto aos enfeites natalinos, Fernanda ressalta que o consumidor deve preferir adquirir esses produtos em lojas especializadas em produtos de iluminação e eletricidade, verificando sua procedência, voltagem e condições de garantia para que realize uma aquisição segura. O Procon funciona no prédio do Poupatempo, na avenida Nações Unidas, 4-44, de segunda a sexta-feira das 8h às 17h, e aos sábados das 8h às 13h.

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