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Aos 86 anos, morre o médico e professor Roberto Maringoni

Vitor Oshiro e Bruna Dias
| Tempo de leitura: 2 min

Malavolta Jr./JC Imagens
Família destaca o fato de Roberto Loureiro Maringoni ser uma pessoa querida por onde passava

Vítima de complicações cardíacas, morreu, aos 86 anos, o médico e professor Roberto Loureiro Maringoni. Seu velório ocorre desde ontem no Salão Nobre da Faculdade de Odontologia de Bauru (FOB) da USP, onde o cardiologista fez história como um dos primeiros docentes. O  sepultamento está marcado para as 9h30 de hoje, com a saída da FOB e destino ao Cemitério Jardim do Ypê.

Segundo a família, Maringoni já tinha sofrido infartos, mas o último deles deixou a saúde muito debilitada. Ficou internado em um hospital de Bauru, mas não resistiu. "A única coisa que consigo dizer agora é que ele vai fazer muita falta. Era uma pessoa muito querida por onde passava", salienta a filha Maria Inês Maringoni Marques.  

Roberto deixa a esposa Maria Rita; as filhas Maria Inês, Maria Sílvia, Maria Isabel e Maria Ângela; os genros Carlos Alberto e Armando; e os netos Roberto, Débora, Renato e Júlia.

HISTÓRIA

Pertencente a uma família bastante tradicional na cidade (seu avô, Giulio Maringoni, chegou em Bauru por volta de 1900), Roberto nasceu e cresceu em uma casa no Centro. "Eu nasci e cresci em um paraíso. No quintal de casa, havia umas 30 mangueiras, uma meia duzia de jabuticabeiras, goiabeiras, abacateiros, mamoeiros e jardins com muitas flores. Passávamos horas e horas naquele paraíso que o quintal representava para nós", recordou o médico, na Entrevista da Semana, publicada em 16 de outubro de 2016.

Roberto foi estudar em São Paulo, onde tornou-se médico cardiologista. De volta a Bauru, ele fez história na FOB/USP, sendo um dos professores da primeira turma da faculdade. "Em 1962 começava a FOB e o primeiro diretor, Paulo de Toledo Artigas, dizia que queria formar médicos da boca e não dentistas. Então, todas as cadeiras básicas foram dadas a médicos e eu me encaixei como professor de farmacologia e fisiologia da primeira turma da faculdade. Fiz toda a minha carreira dentro da USP", contou, na ocasião.

Ele se aposentou como professor titular e ficou até 1997 na faculdade. Depois, ainda deu várias aulas na Unip por anos e algumas na pós da USC. Parou, de vez, somente em 2010. Considerando a escrita o seu grande hobby, acabou, em 2016, lançando o livro "Conversa de médico e outras histórias". 

No lançamento da obra, ele disse ao JC: "A gente encontra pessoas muito interessantes por aí". Certamente, todos os que conviveram com Maringoni sempre dirão o mesmo dele por aí. 

Confira a entrevista que o médico concedeu à TV USP Bauru em 2016 falando sobre sua vida e também do lançamento do seu livro.

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