Geral

Área do Eco Verde é embargada

Marcus Liborio
| Tempo de leitura: 3 min

Aceituno Jr.
Após quebra de peça de trator triturador, Eco Verde superlotou e irregularidade foi cometida

Há seis meses sem macerar galhos de árvores, o Eco Verde de Bauru, localizado na quadra 1 da rua Nelson Brandão, no Jardim Jussara, está superlotado e ainda por cima teve parte da área embargada pela Polícia Ambiental. A interdição de 2 mil metros quadrados do terreno ocorreu justamente porque, com o excesso de material acumulado, a prefeitura depositou detritos em trecho de Área de Preservação Permanente (APP), a cerca de 500 metros da nascente do Córrego da Água do Sobrado.

Por conta da advertência, a área não pode ser utilizada até que haja uma conciliação entre Estado e município, através de "Atendimento Ambiental", que está marcado para ocorrer no próximo dia 3 de maio. Até lá, contudo, a prefeitura terá de usar somente metade do terreno, caso consiga consertar o trator que trabalha com o triturador de galhos.

O problema da lotação é decorrente da quebra de uma peça do veículo, que está sendo comprada, informa a assessoria de comunicação da prefeitura. Trata-se do único ponto urbano de descarte utilizado, por exemplo, por profissionais como jardineiros. A outra opção seria levar o material ao aterro sanitário, o que elevaria o valor do serviço cobrado.

Na última sexta, em parceria com a Obras, a Semma colocou maquinários no local para retirar parte do descarte. A expectativa é que o Eco Verde volte a funcionar em cerca de dez dias. "Porém, teremos que usar só metade da área por conta do embargo. Com isso, diminui o volume de recursos para trabalhar com compostagem", detalha o titular da Semma, Sidnei Rodrigues.

DENÚNCIA

Comandante da 2.ª Companhia de Polícia Ambiental em Bauru, o capitão PM Nilson César Pereira disse que houve uma denúncia versando sobre o uso da área próximo ao Córrego para armazenar detritos referentes aos restos da poda de galhos de árvores. "Na vistoria, constatamos a irregularidade".

O comandante explica que esse tipo de atividade só é permitida se realizada a pelo menos 30 metros de distância de APPs, limite que não foi respeitado pela prefeitura. "Embora não tenha mata no local, trata-se de uma infração ambiental por impedir que a mata cresça novamente. Foi lavrada uma advertência. Não houve multa", detalha.

"Agora, o terreno em questão não pode mais ser mexido até que haja uma conciliação do Estado com a prefeitura, para indicar quais medidas serão adotadas. Geralmente, indicam para que façam a limpeza da área e o replantio de árvores nativas", acrescenta o capitão.

Segundo um leitor que preferiu não se identificar, morador das imediações, o local não tem mata ciliar e recebeu uma barragem para fazer contenção de água do Sobrado, que nasce na altura do Núcleo Joaquim Guilherme. "Tem tanto resíduo ali, que estão até jogando nas ruas próximas, como na quadra 15 da Fortunato Resta", aponta.

RISCO DE INCÊNDIOS

Secretário municipal de Meio Ambiente, Sidnei Rodrigues disse ao JC que pretende marcar uma reunião com a Polícia Ambiental e Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb), para discutir o assunto.

"Assim que houver um acordo, vamos providenciar a limpeza da área e o replantio de árvores nativas. Temos pressa em resolver o problema, pois a nossa preocupação é com o risco de incêndios, como ocorreram várias vezes no local no ano passado", finaliza Rodrigues.

Comentários

Comentários