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Álbum da Copa de 58 'liga' pai e filho

Marcele Tonelli
| Tempo de leitura: 2 min

Fotos: Douglas Reis
 

 
Antônio Carlos Vieira guarda álbum de figurinha da Copa de 1958, legado de seu pai; atrás a esposa dele Eliana Bertoli Vieira

Em 1958, a Seleção Brasileira conquistava sua primeira Copa do Mundo. Neste mesmo ano, nascia Antônio Carlos Vieira, o primeiro filho do bancário paulistano Antônio Vieira, jogador de futebol amador e apaixonado declarado pela Seleção. Em comemoração ao título, um álbum com 24 figurinhas dos personagens que fizeram a história foi lançado e seo Antônio fez questão de completar. Legado que, hoje, 24 anos após sua morte, virou um dos principais objetos de memória para seu filho.

"Toda vez que olho para o álbum, lembro do carinho dele pela Seleção e de como as coisas eram difíceis antigamente. Não tínhamos televisão em casa. As partidas eram assistidas pela família toda na TV da padaria do meu avô", lembra Antônio Carlos.

"Naquela época, não se tinha opções de artigos comemorativos ao título, como hoje. O álbum era um dos únicos", completa Antônio Carlos.

As figurinhas, inclusive, eram coloridas de forma artesanal, já que, na época, apenas publicações em preto e branco eram comuns. O álbum, portanto, era como uma verdadeira quebra  de paradigmas. Além dos atletas e do comando da equipe, que tinha como técnico Vicente Feola, aparecem no álbum preparador físico e até massagista que atuavam na época. E sobre cada figurinha, um pequeno resumo sobre sua trajetória

"A história de cada um era valorizada, não é como hoje. Aliás, naquela época, o Pelé nem era famoso. o goleiro Gilmar e o Garrincha eram principais", aponta Antônio Carlos.

DIAS DE HOJE

Apesar do apreço pelo álbum, ele confessa que não é colecionador, atualmente, mas diz ser observador da movimentação das bancas aos finais de semana - principalmente da localizada no Jardim Aeroporto - na época de venda dos álbuns e figurinhas da Copa.

"Gosto de frequentar. Dá saudades do meu pai", finaliza Antônio Carlos.

Você Sabia? 

A edição de 1958 da Copa do Mundo marcou a sexta participação da Seleção Brasileira nessa competição. O Brasil chegava pela segunda vez em uma final e enfrentaria a anfitriã Suécia, em jogo que concedeu o primeiro título. O empresário Paulo Machado de Carvalho chefiou a delegação, que contava até mesmo com psicólogo. O esquema tático do técnico brasileiro Vicente Feola fazia com que Zagallo atacasse e recuasse para marcar no meio-campo, dando origem ao 4-3-3. Na frente, o trio Pelé-Garrincha-Vavá fez história.

 

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