Quem passa por detrás do Cemitério da Saudade, na rua Ezequiel Ramos, está acostumado com a paisagem verde das heras (popularmente conhecidas como trepadeiras) presas ao muro. O caminho, no entanto, passará a ser um pouco mais cinza, já que uma parte desta folhagem teve de ser retirada por equipe da Emdurb, na manhã desta quarta-feira (8).
"Em alguns pontos, a planta não pega muito sol. Por conta disso, ela cria umidade, começa a não ter tanta força para se sustentar e vai caindo. Quando isso acontece, a gente tem que retirar essa parte para que ela não pese e acabe derrubando todo o resto", explica Mario Augusto de Mattos, que está respondendo como gerente de necrópoles e funerária.
Ele ainda explica que, além disso, a manutenção é feita, regularmente, para evitar reclamações e acidentes. "A planta pode cair de uma vez e se alguém estiver passando pelo local, pode ocasionar um acidente", afirma.
RAIZ PERMANECE
Por enquanto, essa parte do muro ficará sem a planta e sem nenhuma outra intervenção. "Nós não precisaremos replantar, porque ela não foi totalmente retirada. Se as pessoas forem no local podem ver que a raiz permanece lá. Se pintarmos o muro, a planta encontrará maior dificuldade para se afixar novamente. Por isso, deixamos ele como está, para que ela possa crescer novamente", comenta Mario.
O gerente ainda comenta que há a ideia de plantar essa trepadeira de unha de gato também no Cemitério do Redentor. Vale salientar que trepadeiras costumam não ser locais que atraem e abrigam insetos. "Para isso, precisamos preparar os muros de lá, porque essa planta só cresce e se fixa bem em muros chapiscados. E, de qualquer forma, depois do plantio, leva um tempo até que ela cresça e cubra todo o muro", finaliza.