Reinaldo Cafeo

PIB brasileiro em alta


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O IBGE divulgou dados oficiais do desempenho do PIB brasileiro, ou seja, o Produto Interno Bruto, que mede a geração de riqueza no período, e veio com alta de 1,2% no segundo trimestre deste ano na comparação com o primeiro trimestre, avançando 2,5% no primeiro semestre no comparativo com idêntico período do ano passado. Em valores nominais o PIB do trimestre atingiu R$ 2,4 trilhões.

Análise pela oferta

Na análise pelo lado da oferta são considerados os resultados dos setores da economia: primário (agropecuária), secundário (indústria) e terciário (comércio e serviços). Neste recorte os resultados foram: setor primário 0,5%; setor secundário: 2,2% e setor terciário: 1,3%. Vale destacar que o setor terciário representa cerca de 70% do PIB.

Análise pela demanda

Na análise pelo lado da demanda sãos considerados o Consumo das Famílias, os Investimentos, os Gastos do Governo, as Exportações menos as Importações. Neste recorte os resultados foram: Consumo das Famílias: 2,6%; Investimentos: 4,8%; Gastos do Governo: -0,9%; Exportações: -2,5% e Importações: 7,6%. Destacando que o Consumo das Famílias representa cerca de 70% do PIB.

Brasil tem sétimo maior crescimento do PIB do mundo

No ranking de 26 países, o Brasil ficou na sétima posição com o desempenho do PIB do segundo trimestre deste ano ( 1,2%). O País ficou atrás apenas dos desempenhos da Holanda (2,6%), Turquia (2,1%), Arábia Saudita (1,8%, Israel (1,6%), Colômbia (1,5%) e Suécia (1,4%). A China teve o pior desempenho com queda de 2,6% no PIB, seguido por Taiwan (-1,8%), Canadá (-0,3%), Cingapura (-0,2%) e EUA (-0,2%). A média dos 26 países considerados foi de um crescimento de 0,6%.

Mercado vem revendo o PIB para cima

O mercado a cada semana vem revendo o resultado do PIB, apontando resultado melhor. O último dado do Boletim Focus projeta PIB de 2,1% (mediana do mercado). Amanhã tem novo Boletim Focus e é bem provável que haja revisão para cima. Diante do resultado do primeiro semestre, é provável que o resultado fique próximo de 2,5% do dos 2,0%.

Bons indicadores da economia

Considerando que as metas macroeconômicas são crescimento econômico, estabilidade de preços, geração de emprego e distribuição justa de renda, podemos afirmar que está em curso o cumprimento destas metas, senão na magnitude desejada, mas acima das expectativas, dadas as condições macroeconômicas das principais economias mundiais. Temos que lembrar que no pós-pandemia veio o conflito entre Rússia e Ucrânia que já completou 6 meses. Além do crescimento econômico acima mencionado, a inflação recua, com vários Institutos apontando para deflação. Também a taxa de desocupação caiu para 9,1%, menor patamar desde 2015, e a renda média do trabalhador cresceu 1,39%. Como colocado, longe do ideal, mas é um alento diante de tantas incertezas internas (eleições presidenciais) e externas.

Enquanto isso na Argentina...

O banco central da Argentina pode aumentar a taxa básica de juros para 75% ao ano neste mês. Isso mesmo: 75% ao ano. A tentativa é apoiar a moeda local em meio a uma das maiores taxas de inflação do mundo. Atualmente a taxa de juros está em 69,5% ao ano. A inflação anualizada ronda os 70% e estima-se que atingirá mais de 90% até o fim do ano. Modelo econômico no mínimo equivocado.

Restam 4 meses: foco no orçamento doméstico

Como diria o saudoso locutor esportivo Fiore Gigliotti: "o tempo passa, torcida brasileira". Pois é, estamos a menos de quatro meses de 2023, e a pergunta que não quer calar: continua negligenciando o orçamento familiar? A dica nessa altura do campeonato (para continuar no futebol) é focar no orçamento doméstico. Trace suas prioridades financeiras até dezembro, analise com cuidado seus gastos e faça um esforço para no mínimo equilibrar as finanças do lar. Mãos à obra!

Mude já, mude para melhor!

Não é fácil encarar quem lhe ofende sem motivos. Mas a boa convivência em sociedade exige de cada um nós um mínimo de educação. Que assim seja. Mude já, mude para melhor!

 

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