14 de abril de 2026
MUDANÇA DIGITAL

Piracicaba perde 42% das agências bancárias em 10 anos

Por Redação/JP |
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Cada vez menor o uso de caixas eletrônicos

Piracicaba vive uma transformação no setor bancário. Em dez anos, a cidade perdeu 25 agências, passando de 60 unidades em 2016 para 35 em 2026 — uma redução de 42% na estrutura física, segundo dados do Banco Central do Brasil.

O movimento acompanha o avanço dos serviços digitais, mas já provoca impactos no dia a dia da população.

Menos agências e mais tecnologia

Além das agências, os postos de atendimento também diminuíram: caíram de 118 para 73 no período, conforme levantamento do Banco Central. A retração reforça a tendência de redução no atendimento presencial.

Com aplicativos e internet banking dominando as operações, bancos apostam na praticidade e no acesso 24 horas como principais vantagens para os clientes.

Quem mais sente a mudança

Apesar da modernização, nem todos conseguem acompanhar esse avanço. Idosos e pessoas com pouca familiaridade com tecnologia ainda dependem das agências físicas.

Na prática, muitos relatam dificuldade para resolver problemas apenas pelos canais digitais e acabam enfrentando filas maiores nas poucas unidades restantes.

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Pressão no atendimento e no trabalho

Com menos agências, cresce a demanda nas unidades em funcionamento. Do ponto de vista trabalhista, o Sindicato dos Bancários de Piracicaba e Região (SindBan) aponta uma combinação de impactos, como transferências de funcionários, desligamentos — muitas vezes por meio de programas de demissão voluntária — e aumento da sobrecarga para quem permanece, com acúmulo de funções e metas mais exigentes.

Por outro lado, a Federação Brasileira de Bancos afirma que a redução do atendimento presencial acompanha a queda proporcional da demanda nas agências. Segundo a entidade, não há sobrecarga, mas sim uma adaptação às novas necessidades do setor, com a tecnologia contribuindo para otimizar as atividades dos trabalhadores.

Inclusão financeira em debate

A redução reacende discussões sobre acesso aos serviços bancários.O ideal seria um equilíbrio entre tecnologia e atendimento presencial para evitar exclusão de parte da população.

Enquanto isso, bancos seguem investindo no digital como principal caminho para o futuro do setor.