O Conselho de Segurança das Nações Unidas vota nesta sexta-feira (3) uma resolução proposta pelo Bahrein que autoriza o uso de meios defensivos para garantir a navegação no Estreito de Ormuz. O texto exclui ações ofensivas e prevê a medida por pelo menos seis meses.
Leia mais: Guerra no Irã arrisca oferta global de alimentos; entenda
A proposta tem apoio de seis países do Golfo e da Jordânia. Versões anteriores mencionavam “todos os meios necessários”, expressão associada a possível ação militar, mas o trecho foi retirado após resistência de Rússia, China e França, membros permanentes com poder de veto.
O estreito concentra cerca de um quinto do petróleo transportado no mundo e enfrenta paralisações em meio à guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã.
Antes da votação, o chanceler iraniano, Abbas Araghchi, alertou o Conselho contra qualquer “ação provocativa” sobre a situação na região.
Enquanto isso, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que as forças americanas “ainda não começaram” a destruir o que resta no Irã e declarou que novos alvos incluem pontes e usinas de energia elétrica. Autoridades iranianas informaram que um ataque a uma ponte próxima a Teerã deixou ao menos oito mortos.
Os preços do petróleo continuam em alta. O barril do petróleo bruto americano ultrapassou US$ 111, refletindo temores de escalada no conflito.
No Golfo, um navio operado pela empresa francesa CMA CGM atravessou o Estreito de Ormuz, em movimento considerado o primeiro de grande grupo europeu desde a intensificação das tensões. Na região, também foram registrados ataques que atingiram instalações de energia e dessalinização no Kuwait e em Abu Dhabi, sem relatos de vítimas.
França e Coreia do Sul anunciaram cooperação para buscar a reabertura da rota marítima.
Com informações do Deutsche Welle
Fale com o Folha da Região!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.
Comentários
1 Comentários
-
jaques campos 23 horas atrásEnquanto não houver uma reforma do Conselho de Segurança da ONU, não se pode confiar na eficacia da organização. No caso dessa guerra deveriam ser punidos os causadores dela, no caso USA e Israel. Mas eh amplamente sabido que esses paises não respeitam as determinações da ONU e nem a soberania das nações. Agora querem com seus aliados no golfo abrir o estreito de Ormuz que esta em aguas territoriais do pais agredido.