As mulheres já são maioria na população de Araçatuba, refletindo uma tendência observada em todo o Estado de São Paulo. Dados mais recentes do IBGE apontam que o município possui 200.124 habitantes, sendo 104.936 mulheres e 95.188 homens, consolidando a predominância feminina na composição populacional local.
Além da maioria numérica, outro dado que chama a atenção é a concentração feminina na faixa etária economicamente ativa. Cerca de 69% das mulheres de Araçatuba têm entre 15 e 64 anos, grupo que representa a maior parcela da população feminina e que tem forte participação nas atividades sociais, profissionais e econômicas da cidade.
O cenário local acompanha um movimento mais amplo observado no Estado de São Paulo. Levantamento da Fundação Seade aponta que, atualmente, a população paulista é majoritariamente feminina, com as mulheres representando cerca de 51% do total de habitantes, enquanto os homens correspondem a 49%.
Na Região Administrativa de Araçatuba, os dados mostram que a predominância feminina também vem crescendo ao longo das últimas décadas, ainda que de forma mais moderada. O avanço acompanha a tendência verificada em outras regiões do interior, como São José do Rio Preto e Presidente Prudente, onde a presença feminina também supera a masculina.
Os dados mais recentes da Fundação Seade mostram que a presença feminina também se tornou predominante na Região Administrativa de Araçatuba. Em 1991, o indicador era de 100,4 mulheres para cada 100 homens, número que subiu para 102,3 em 2024. O avanço confirma uma tendência gradual de crescimento da população feminina na região, acompanhando a mudança demográfica observada em todo o estado.
Nas regiões vizinhas, o cenário segue a mesma direção, embora com números um pouco diferentes. Na Região Administrativa de São José do Rio Preto, o índice passou de 99,8 mulheres por 100 homens em 1991 para 105,7 em 2024. Já na Região Administrativa de Presidente Prudente, o crescimento foi mais discreto, saindo de 99,8 para 101,3 mulheres para cada 100 homens no mesmo período, indicando um avanço mais moderado da predominância feminina nessas áreas do interior paulista.
Especialistas apontam que fatores como maior expectativa de vida das mulheres e mudanças demográficas ajudam a explicar esse cenário. O fenômeno se torna ainda mais evidente nas faixas etárias mais elevadas, nas quais a diferença entre homens e mulheres tende a ser maior devido à maior longevidade feminina.
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