FRAUDE MILIONÁRIA

Polícia Civil apura golpe de R$ 1,5 milhão em morador de Bauru

Por Lilian Grasiela | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Samantha Ciuffa/JC Imagens
Investigações estão sendo conduzidas pelo delegado Roberto Cabral Medeiros
Investigações estão sendo conduzidas pelo delegado Roberto Cabral Medeiros

A Polícia Civil de Iacanga investiga golpe que teria sido praticado por uma moradora da cidade, de 26 anos, entre maio de 2023 e junho deste ano, simulando investimentos na bolsa de valores. Uma das vítimas, de Bauru, relata prejuízos de cerca de R$ 1,5 milhão. Outra, de Iacanga, teria perdido aproximadamente R$ 120 mil. A suspeita, que chegou a viajar com o seu marido por 15 dias pela Europa, foi presa em flagrante nesta quarta-feira (19) por estelionato. Ela teve o celular, o passaporte e a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) apreendidos.

Segundo o delegado responsável pelas investigações, Roberto Cabral Medeiros, as vítimas acreditavam que seriam "sócias" da investigada e que obteriam rendimentos por meio de aplicações feitas por ela na bolsa de valores, através da compra e venda de ativos. Ela dizia para as pessoas que trabalhava com Day Trade, uma modalidade de negociação usada em mercados financeiros que busca a obtenção de lucro com a oscilação de preço, ao longo do dia, de ativos financeiros.

Para aumentar a possibilidade de ganhos, de acordo com Cabral, as vítimas convidavam amigos para ajudar nos investimentos. Muitos chegaram a fazer empréstimos bancários. Segundo o boletim de ocorrência (BO), em menos de um ano, o morador de Bauru teria feito 18 transferências para a suspeita, no valor total de R$ 1,5 milhão. Nas duas primeiras, para convencê-lo da rentabilidade do "negócio", ela chegou a devolver os valores dos investimentos com os devidos juros.

Depois, no entanto, passou a forjar extratos bancários para justificar a necessidade de mais investimentos, alegando que eles seriam necessários para liberar valores retidos. O mesmo teria sido feito com a vítima de Iacanga, que realizou ao menos oito transferências para a investigada. Mesmo com boa parte dos valores devolvida, o prejuízo, nesse caso, pode chegar a R$ 120 mil, segundo BO. Nos dois casos, a mulher ofereceu como garantia terreno que já não era mais dela.

Ouvida na delegacia, a mulher alegou que tinha intenção de trabalhar honestamente com os investimentos, mas acabou se "enrolando" com a gestão dos valores recebidos dos seus parceiros e forjando documentos para sustentar o golpe. Ela também afirmou que perdeu tudo e não sabe como vai resolver a situação. De acordo com o delegado, a suspeita e o marido chegaram a fazer uma viagem pela Europa no início deste ano, que durou 15 dias. Presa em flagrante, ela ficou à disposição da Justiça. O caso segue sob investigação e a polícia acredita que possam existir mais vítimas.

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