MATOU A FAMÍLIA

Após matar a família, adolescente se passou pelo pai no Whatsapp

Após matar a família em São Paulo, o adolescente de 16 anos usou o WhatsApp do pai e se passou por ele, para avisar que não iria trabalhar. A informação foi divulgada pela polícia

Por Da redação | 22/05/2024 | Tempo de leitura: 4 min
São Paulo

Reprodução

Print da conversa no WhatsApp do pai do adolescente
Print da conversa no WhatsApp do pai do adolescente

Após matar a família em São Paulo, o adolescente de 16 anos usou o WhatsApp do pai e se passou por ele, para avisar que não iria trabalhar. A informação foi divulgada pela polícia. O pai do adolescente era guarda municipal em Jundiaí e foi a primeira vítima do filho, que executou também a mãe e a irmã. O crime foi praticado com a arma do pai, uma pistola 9mm. O jovem confessou o crime e disse não ter se arrependido.

Clique aqui para fazer parte da comunidade de OVALE no WhatsApp e receber notícias em primeira mão. E clique aqui para participar também do canal de OVALE no WhatsApp. 

“Bom dia irmão, está de folga hoje?”, perguntou um amigo ao pai do adolescente, Isac Tavares Santos, de 57 anos, na manhã de sábado (18). Passando-se pelo pai, que já estava morto, o filho respondeu: "Bom dia, eu estou doente", postou, recebendo uma tréplica do colega: “Beleza Tavares, se precisar de alguma coisa, dá um alô para a gente. Melhoras aí”.

O crime aconteceu na última sexta-feira (17), na rua Raimundo Nonato de Sá, na zona oeste de São Paulo. O adolescente, que disse à polícia que não se arrepende do crime e que "faria tudo de novo", foi apreendido e encaminhado nesta segunda-feira (20) para a Fundação Casa.

Segundo o adolescente, ele decidiu matar a família após uma briga na véspera, em que teria sido chamado de "vagabundo" e os pais teriam tirado dele o acesso a celular e computador. Na sexta-feira, o adolescente o executou o pai com um tiro na nuca, na cozinha. A irmã, Letícia Gomes Santos, de 16 anos, foi morta no andar superior da casa.

O adolescente foi então à academia e à padaria, depois voltando à residência da família e esperando a chegada da mãe, Solange Aparecida Gomes, 50 anos. Quando ela entrou na casa e viu o corpo do marido, foi morta a tiros. O adolescente, que havia sido adotado por Isac e Solange quando tinha dois anos, manteve uma rotina normal depois dos crimes.

No sábado, alegando estar com "muita raiva", o jovem esfaqueou o corpo da mãe. Ele ainda permaneceu por mais de dois dias com os corpos dentro de casa e, segundo informações preliminares, só teria ligado para a polícia na noite de domingo (19), confessando os crimes, porque não "aguentava mais o cheiro" dos cadáveres.

Ao chegarem na casa, os policiais encontraram as vítimas e o adolescente. A pistola foi encontrada na sala, municiada e com um cartucho íntegro. A Polícia Científica periciou a cena dos crimes. O adolescente vai responder por homicídio, feminicídio, posse ilegal de arma e vilipêndio de cadáver.

Com base no depoimento, veja como foi a cronologia do crime:

Quinta-feira, 16 de maio

De acordo com o adolescente, ele é chamado de "vagabundo" pelos pais durante uma discussão e tem o celular confiscado, o que o impediu de fazer uma apresentação escolar. Com "muita raiva", ele começa a planejar o crime bárbaro.

Sexta-feira, 17 de maio

Manhã: O adolescente pega a pistola Taurus 9mm do pai, que era guarda municipal, e testa a arma disparando contra a cama de casal.

13h23: ele aguarda o pai e a irmã chegarem da escola. Enquanto está na cozinha, o pai, Isac Tavares Santos, de 57 anos, é morto com um tiro na nuca enquanto está na cozinha. O adolescente sobe as escadas. A irmã, Letícia Gomes Santos, de 16 anos, questiona sobre o barulho do tiro e é morta com um disparo no rosto.

Tarde: ao lado dos corpos, ele almoça e depois vai à academia.

19h: Ele espera a volta da mãe, que estava trabalhando. Solange Aparecida Gomes, 50 anos, que chega do trabalho. Na cozinha, ao ver os corpos, ela é morta com um tiro nas costas, caindo sobre o marido.

Sábado, 18 de maio

O adolescente de 16 anos vai novamente à academia e à padaria, sem aparente remorso. Ao retornar, ele crava uma faca nas costas da mãe, por 'ainda estar com raiva dela'.

Domingo, 19 de maio

22h55: o adolescente telefona para a Polícia Militar, admitindo os crimes, se dizendo incomodado com as moscas na casa. A polícia chega, ele confessa o crime e é apreendido. Para as autoridades, o adolescente afirma não estar arrependido do crime e confessa que 'faria tudo novamente'.

Segunda-feira, 20 de maio

Madrugada: após ser ouvido pela polícia, o adolescente é encaminhado para a Fundação Casa. O caso como ato infracional de homicídio – feminicídio; posse ou porte ilegal de arma de fogo e vilipêndio a cadáver.

Fale com a Folha da Região! Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção? Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Receba as notícias mais relevantes de Araçatuba e região direto no seu WhatsApp
Participe da Comunidade

COMENTÁRIOS

A responsabilidade pelos comentários é exclusiva dos respectivos autores. Por isso, os leitores e usuários desse canal encontram-se sujeitos às condições de uso do portal de internet do Portal SAMPI e se comprometem a respeitar o código de Conduta On-line do SAMPI.