O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a questionar a legitimidade das eleições brasileiras durante um comício realizado nesta terça-feira (27), no Texas. Em discurso voltado à mobilização de eleitores republicanos para as eleições legislativas de meio de mandato, conhecidas como Midterms, o presidente comparou o processo eleitoral brasileiro às supostas fraudes que atribui ao Partido Democrata.
“Eles fraudam muito bem (os democratas). São os maiores fraudadores de eleições da história. Embora o Brasil também esteja fazendo um bom trabalho nisso, não é? Eu não tomei partido, não gostei, não me pareceu muito bom”, afirmou Trump.
A declaração foi feita durante uma série de eventos políticos que antecedem a votação marcada para 3 de novembro. Nas eleições de meio de mandato, os americanos escolhem representantes para o Congresso, incluindo todos os integrantes da Câmara dos Representantes e parte do Senado.
Trump tem participado de comícios em diferentes estados para incentivar a participação dos eleitores e apoiar candidatos republicanos que tentam manter o controle do Congresso. Embora não seja candidato nesta eleição, sua presença é considerada parte da estratégia do partido para mobilizar a base eleitoral.
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Campanha republicana enfrenta disputas acirradas
A agenda de Trump inclui visitas a estados onde os republicanos tradicionalmente têm força eleitoral, mas enfrentam disputas competitivas. Entre os candidatos apoiados pelo presidente estão nomes que concorrem ao Senado no Texas, no Kansas e em Ohio, além de representantes envolvidos em disputas acirradas em outros estados.
O roteiro de viagens também reflete a preocupação dos republicanos com a manutenção da maioria no Congresso. As eleições legislativas são importantes para o governo porque a composição das duas Casas influencia a tramitação de projetos, a aprovação de medidas econômicas e a capacidade de implementar propostas políticas.
Durante os discursos, Trump tem defendido sua atuação econômica e destacado indicadores que considera positivos. Entretanto, o custo de vida, especialmente os gastos com combustível e supermercado, permanece entre as preocupações dos eleitores americanos.
O presidente também costuma destacar o tamanho do público presente nos eventos como demonstração de apoio popular. A adesão aos comícios, porém, tem variado, com alguns encontros lotados e outros registrando espaços vazios.
Declaração sobre o Brasil
A fala de Trump volta a colocar o sistema eleitoral brasileiro no centro de seus discursos políticos nos Estados Unidos. Na declaração feita no Texas, o presidente não apresentou evidências para sustentar a insinuação de fraude nas eleições brasileiras.
Acusações sobre a integridade de eleições exigem comprovação. A declaração reproduzida no comício, por si só, não demonstra a ocorrência de irregularidades no processo eleitoral do Brasil.
Discurso também aborda economia e política externa
Além das críticas aos democratas e das referências ao Brasil, Trump tem utilizado os comícios para defender suas políticas econômicas, abordar conflitos internacionais e atacar adversários políticos.
O presidente afirma que suas medidas podem melhorar as condições econômicas do país, mas enfrenta questionamentos de eleitores sobre o custo de vida. Os discursos também incluem referências à situação política e social de países europeus, como a França, que Trump utiliza para criticar os democratas e alertar seus apoiadores sobre possíveis consequências de uma vitória do partido adversário.
A campanha ocorre em um momento decisivo para os republicanos, que buscam manter sua influência no Congresso nas eleições de 3 de novembro.