A Ri Happy, rede de lojas de brinquedos que também controla a PBKids, entrou com um pedido de recuperação extrajudicial no domingo (18) para renegociar R$ 827,4 milhões em dívidas. A solicitação envolve a empresa e outras cinco companhias do grupo, que buscam reorganizar os compromissos financeiros e manter as operações.
Segundo as informações apresentadas no plano de renegociação, credores responsáveis por R$ 308,8 milhões em débitos já concordaram com a proposta. O valor corresponde a 42,38% das dívidas incluídas no processo.
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O grupo atribui as dificuldades financeiras a fatores como os efeitos da pandemia, a elevação das taxas de juros, a redução das vendas e a concorrência de empresas estrangeiras. A companhia também menciona a carga tributária brasileira entre os elementos que pressionam os resultados.
A tentativa de reorganização financeira ocorre após uma renegociação de aproximadamente R$ 292 milhões realizada em 2023. De acordo com as informações divulgadas, as medidas adotadas naquela ocasião não produziram os resultados esperados para equilibrar as contas da empresa.
Em agosto, a Ri Happy foi adquirida pela BluSun Capital. Desde a mudança de controle, a nova gestão vem adotando medidas voltadas à melhoria da liquidez e à redução de despesas, com o objetivo de adequar os compromissos financeiros à capacidade de pagamento do grupo.
A recuperação extrajudicial é um mecanismo que permite a uma empresa negociar condições de pagamento diretamente com seus credores, conforme as regras previstas na legislação. O procedimento busca viabilizar um acordo para a reorganização das dívidas sem a necessidade de recorrer, inicialmente, ao processo convencional de recuperação judicial.
Apesar do pedido, as unidades físicas e os canais digitais da Ri Happy e da PBKids continuam operando normalmente no Brasil. A renegociação tem como objetivo reorganizar as obrigações financeiras e permitir a continuidade das atividades comerciais.
A adesão de credores que representam 42,38% do total das dívidas incluídas no plano indica o avanço das negociações, mas o resultado dependerá do cumprimento das condições estabelecidas no acordo e das demais etapas do procedimento.
A equipe de reportagem do Jornal de Piracicaba entrou em contato com a assessoria da Ri Happy, e em nota, eles disseram:
"O Grupo Ri Happy, adquirido pela BluSun Capital Partners em 31 de agosto de 2026, iniciou um processo de reestruturação operacional e financeira sob a liderança do CEO Héctor Nuñez. Entre as medidas adotadas estão a redução de custos, a reorganização das equipes corporativas, a preparação para a mudança de sede e a renegociação de dívidas.
Em 18 de outubro de 2026, a empresa protocolou um pedido de recuperação extrajudicial, com adesão de credores, para reorganizar sua estrutura financeira. Segundo o grupo, as dificuldades estão relacionadas a fatores como juros elevados, mudanças no consumo, concorrência e impactos acumulados da pandemia. Apesar da reestruturação, as lojas físicas e os canais digitais continuam funcionando normalmente. A companhia afirma que mantém o foco no atendimento aos clientes e na preparação para a Black Friday e o Natal, além de buscar fortalecer o relacionamento com fornecedores, franqueados e parceiros comerciais."