Com a proximidade do Dia das Crianças, algumas famílias consideram presentear os pequenos com um animal de estimação. Cães, gatos, coelhos, aves e outros animais podem despertar o interesse das crianças, mas a chegada de um filhote exige planejamento. Animais não são brinquedos e precisam de cuidados específicos, independentemente da espécie.
A decisão de levar um animal para casa deve envolver todos os responsáveis, e não apenas a criança que receberá o presente. Além de alimentação adequada, o animal precisa de espaço próprio, acompanhamento veterinário, enriquecimento ambiental e condições específicas de temperatura, higiene e convivência. As necessidades variam conforme a espécie e devem ser conhecidas antes da adoção ou aquisição.
O Conselho Regional de Medicina Veterinária do Estado de São Paulo (CRMV-SP) já alertou sobre os riscos de presentear crianças com animais sem avaliar as responsabilidades envolvidas. Decisões por impulso podem dificultar a convivência e resultar em devolução ou abandono quando a família percebe que não consegue atender às necessidades do animal.
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A convivência com animais pode ajudar as crianças a desenvolver empatia e respeito pelos seres vivos, desde que haja supervisão dos adultos. Os responsáveis devem garantir alimentação, higiene, segurança e atendimento veterinário, além de ensinar os pequenos a respeitar os limites do animal e a interagir com ele de maneira adequada.
Antes de levar um filhote para casa, a família deve pesquisar as necessidades da espécie, avaliar os custos e verificar se o ambiente é adequado. Aves precisam de espaço e estímulos, coelhos exigem alimentação específica e cães e gatos demandam cuidados que variam conforme a idade e as características individuais. No caso de animais silvestres, também é necessário verificar a procedência legal e as regras de criação.
A decisão não deve ser uma surpresa para quem ficará responsável pelo animal. O compromisso precisa ser assumido por toda a família, que deve estar preparada para manter os cuidados durante toda a vida do pet, mesmo quando a novidade passar ou a rotina mudar. O planejamento é especialmente importante diante do cenário de vulnerabilidade animal no país.
Dados do Instituto Pet Brasil apresentados em audiência pública na Câmara dos Deputados, em abril de 2026, apontaram cerca de 4,8 milhões de animais domésticos em situação de vulnerabilidade, incluindo 172 mil em abrigos de organizações não governamentais. Embora os números não indiquem um aumento específico do abandono após o Dia das Crianças, reforçam a importância da guarda responsável.