Um relacionamento que já havia terminado acabou de forma trágica em Piracicaba. Wilker Santos Silva, de 27 anos, foi condenado a 50 anos e 7 meses de prisão pelo assassinato da ex-companheira, de apenas 20 anos.
O crime aconteceu em abril de 2025 e teve um agravante que chocou ainda mais: a jovem foi morta na presença da própria filha, uma criança de apenas 2 anos.
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De acordo com o Ministério Público, o acusado não aceitava o fim do relacionamento e continuou procurando a vítima mesmo depois de ela recorrer à Justiça.
Medida protetiva não impediu o ataque
Cerca de um mês antes do assassinato, a jovem havia terminado o relacionamento com Wilker. Após sofrer agressões, ela procurou ajuda e conseguiu uma medida protetiva, que determinava que o ex não se aproximasse dela.
Mesmo proibido pela Justiça, segundo a acusação, Wilker teria ido até as proximidades da casa da vítima levando uma faca de açougueiro.
O encontro terminou em violência extrema.O assassinato aconteceu em 19 de abril de 2025, na Avenida Aureliano Fernandes de Araújo Neto, nas proximidades do condomínio Vila Nova 4, em Piracicaba.
Segundo a denúncia, a vítima foi surpreendida e atacada a facadas. A filha pequena estava presente e presenciou a violência contra a mãe.
Para o Ministério Público, o crime foi cometido em um contexto de violência doméstica e feminicídio, com circunstâncias que aumentaram a gravidade da conduta do réu.
O julgamento ocorreu nesta quarta-feira (7), quando o Tribunal do Júri considerou Wilker culpado pelo feminicídio. Ao final, a Justiça estabeleceu a pena de 50 anos e 7 meses de prisão.
Wilker já estava preso desde o dia do crime e, conforme informado pelo Ministério Público, não poderá recorrer da condenação em liberdade.
O caso termina no tribunal com uma sentença que expõe novamente um dos lados mais brutais da violência contra a mulher: mesmo depois de buscar proteção na Justiça, a jovem acabou sendo morta pelo ex-companheiro, diante da filha de apenas 2 anos.