O Brasil aparece com o maior juro real entre 40 países, segundo levantamento do MoneYou. O indicador chegou a 9,30%, colocando o país à frente da Rússia, que registrou 9,09%, e da Colômbia, com 6,16%.
Na prática, juros elevados significam que o dinheiro continua caro para quem precisa recorrer ao crédito. Empréstimos, financiamentos e compras parceladas podem ficar mais pesados para o consumidor, enquanto famílias e empresas tendem a pensar duas vezes antes de assumir novas dívidas. A taxa básica de juros brasileira está atualmente em 14% ao ano.
O chamado juro real nada mais é do que uma forma de medir quanto os juros representam depois de considerar a inflação esperada. Para chegar ao indicador, é considerada a taxa de juros nominal e descontada a inflação projetada para os próximos 12 meses. Por isso, mesmo que dois países tenham taxas básicas semelhantes, o juro real pode ser bastante diferente.
VEJA MAIS:
O levantamento mostra que a Rússia ocupa a segunda colocação, com juro real de 9,09%, seguida pela Colômbia, com 6,16%. A Argentina aparece na quinta posição, com 4,51%, em um cenário que ainda combina inflação elevada e dificuldades econômicas.
Segundo o MoneYou, as expectativas de inflação para os próximos 12 meses subiram em diversos países, o que alterou o cálculo dos juros reais. O cenário internacional também tem sido afetado pelas incertezas relacionadas ao conflito no Oriente Médio, incluindo os efeitos sobre os preços do petróleo e dos combustíveis.
No ranking das taxas nominais, ou seja, sem descontar a inflação, o Brasil aparece na terceira posição, empatado com a Rússia, com 14% ao ano. A Turquia lidera essa lista, com 37%, seguida pela Argentina, com 29%. Na outra ponta, Suíça, Cingapura, Japão e Tailândia aparecem entre os países com as menores taxas nominais do levantamento.