O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro voltaram a manter contato, segundo informação divulgada pelo colunista Lauro Jardim, de O Globo, neste domingo (4). A retomada teria ocorrido por canais discretos, mas não foram apresentados detalhes sobre a forma utilizada, a data em que a comunicação foi restabelecida ou o conteúdo tratado entre os dois.
A informação ganha relevância porque Vorcaro permanece preso preventivamente no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como Papudinha, enquanto as investigações relacionadas ao Banco Master continuam. No domingo, o ex-banqueiro foi escoltado até uma seção eleitoral instalada no Complexo da Papuda para participar do primeiro turno das eleições.
Também não foi esclarecido se a retomada da comunicação tem alguma relação com as apurações sobre o Banco Master ou se trata de assunto de outra natureza. A informação divulgada por Jardim, portanto, aponta apenas para o restabelecimento do contato, sem apresentar elementos que permitam determinar a finalidade ou o conteúdo das conversas.
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A relação entre Moraes e Vorcaro já havia sido identificada pela Polícia Federal a partir da análise de um dos celulares apreendidos com o ex-banqueiro. Um relatório de 218 páginas reuniu mensagens, registros e outros dados extraídos do aparelho, incluindo 52 mensagens enviadas a um contato identificado como Alexandre de Moraes em Brasília.
Os documentos também registraram referências a encontros entre os dois. Levantamentos publicados a partir do material da PF apontaram pelo menos seis encontros identificados nas mensagens, embora o próprio conteúdo analisado não permita confirmar de forma independente todas as reuniões mencionadas. O relatório teve o sigilo levantado pelo ministro André Mendonça em setembro.
Outro ponto identificado nas investigações envolve um contrato de aproximadamente R$ 131 milhões entre o Banco Master e o escritório da advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro. A PF também encontrou uma segunda proposta, de R$ 50 milhões, que não teria sido efetivada. A retomada do contato agora divulgada por Lauro Jardim ocorre, portanto, em meio a uma relação que já aparece em documentos da investigação, mas sem que a nova comunicação tenha sido detalhada publicamente.