Criminosos estão usando o nome de programas conhecidos do governo para tentar convencer vítimas a fornecer dados pessoais ou realizar pagamentos. Entre as estratégias estão páginas que imitam canais oficiais, mensagens enviadas por aplicativos e ofertas de supostas facilidades para conseguir financiamento ou renegociar débitos. O alerta faz parte da campanha Tem Cara de Golpe, da Associação Brasileira de Bancos (ABBC).
No Minha Casa, Minha Vida, uma das principais armadilhas envolve a promessa de facilitar a aprovação do financiamento ou garantir prioridade mediante pagamento antecipado. O Ministério das Cidades informa que não pode haver cobrança de taxa para cadastro ou para priorização de beneficiários. Na linha financiada do programa, a contratação ocorre por instituições financeiras que operam o MCMV, como Caixa e Banco do Brasil.
Já no Desenrola Brasil, os criminosos podem criar páginas ou aplicativos semelhantes aos canais usados para renegociação de dívidas. A atenção precisa ser redobrada porque o programa teve uma nova versão em 2026, com modalidades destinadas à renegociação de dívidas e prazo de adesão prorrogado até 31 de agosto. Isso cria uma oportunidade para mensagens fraudulentas que tentem se aproveitar da procura por condições especiais.
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Um dos principais sinais de alerta é a cobrança antecipada para liberar um benefício, garantir prioridade ou concluir uma suposta renegociação. Também merecem atenção mensagens que pressionam o destinatário a agir imediatamente, apresentam links desconhecidos ou direcionam para páginas que imitam serviços públicos. Antes de preencher qualquer formulário, é importante conferir cuidadosamente o endereço eletrônico e procurar o serviço diretamente pelos canais oficiais.
No caso do Minha Casa, Minha Vida, o próprio Ministério das Cidades orienta que cobranças para cadastro ou priorização não fazem parte do programa. Para serviços federais, a recomendação é acessar diretamente o portal oficial do governo e evitar links recebidos por mensagens. No financiamento habitacional, a Caixa também disponibiliza seus canais próprios para simulação e contratação.
Quem já realizou um Pix em uma fraude deve procurar imediatamente o banco pelos canais oficiais e informar o ocorrido. O Banco Central orienta que a vítima solicite a devolução pelo Mecanismo Especial de Devolução (MED), quando aplicável, além de registrar um boletim de ocorrência. A recuperação do dinheiro não é garantida e depende da análise do caso e da existência de recursos na conta que recebeu a transferência.