Uma nova ferramenta permite ao eleitor comparar suas próprias opiniões com as posições de candidatos ao Legislativo nas eleições de 2026. Relançada pela Coalizão pelo Voto Consciente na quarta-feira (16), a plataforma Tem Meu Voto apresenta um questionário sobre oito assuntos e cruza as respostas com informações de candidatos a senador, deputado federal e deputado estadual.
O questionário aborda temas como meio ambiente, privilégios políticos, investigação de escândalos, impostos e gastos públicos, papel do Estado e regulação da economia, segurança, legislação trabalhista e apostas pela internet. As perguntas permitem cinco níveis de resposta, que vão da concordância total à discordância total. A plataforma também permite que o usuário dê mais peso aos assuntos que considera prioritários.
Para os candidatos que ainda não responderam diretamente às perguntas, o sistema recorre a outras informações para estabelecer a comparação. Entre os dados considerados estão votações realizadas pelo parlamentar e, em determinadas situações, a posição predominante da bancada partidária. Segundo a organização, a proposta é oferecer informações para a análise do eleitor, sem indicar diretamente em quem ele deve votar.
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A ferramenta foi criada originalmente para as eleições de 2018 e, naquela edição, registrou mais de 1,3 milhão de usuários e 34 milhões de acessos. Para a nova rodada, a plataforma iniciou o contato com mais de 19 mil candidaturas ao Legislativo registradas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), convidando os concorrentes a preencherem o questionário.
A confirmação da identidade dos candidatos será feita por meio de assinatura digital vinculada à plataforma Gov.br. A medida busca garantir que as respostas atribuídas às candidaturas sejam efetivamente fornecidas pelos próprios concorrentes. Quando não houver resposta, portanto, o eleitor deve considerar que a correspondência apresentada pelo sistema poderá ter sido construída a partir de outros registros públicos, e não de uma declaração direta do candidato.
Entre as questões utilizadas pela plataforma estão perguntas sobre a proibição de casas de apostas, a relação entre redução de impostos e oferta de serviços públicos e as regras aplicáveis a políticos investigados por crimes. Em um dos casos, relacionado às regras para processos contra parlamentares, o sistema considera também votações recentes da Câmara dos Deputados, incluindo a chamada PEC da Blindagem, a sustação de ação penal contra o deputado Alexandre Ramagem e a proposta de ampliação do número de cadeiras da Câmara de 513 para 531.