17 de setembro de 2026
ELEIÇÕES 2026

Veja como usar ferramenta que compara candidatos às suas ideias

Por Da redação - JP1 |
| Tempo de leitura: 2 min
Reprodução/TSE
Na corrida eleitoral, plataforma permite ao eleitor comparar suas ideias com candidatos ao Legislativo.

Uma nova ferramenta permite ao eleitor comparar suas próprias opiniões com as posições de candidatos ao Legislativo nas eleições de 2026. Relançada pela Coalizão pelo Voto Consciente na quarta-feira (16), a plataforma Tem Meu Voto apresenta um questionário sobre oito assuntos e cruza as respostas com informações de candidatos a senador, deputado federal e deputado estadual.

O questionário aborda temas como meio ambiente, privilégios políticos, investigação de escândalos, impostos e gastos públicos, papel do Estado e regulação da economia, segurança, legislação trabalhista e apostas pela internet. As perguntas permitem cinco níveis de resposta, que vão da concordância total à discordância total. A plataforma também permite que o usuário dê mais peso aos assuntos que considera prioritários.

Para os candidatos que ainda não responderam diretamente às perguntas, o sistema recorre a outras informações para estabelecer a comparação. Entre os dados considerados estão votações realizadas pelo parlamentar e, em determinadas situações, a posição predominante da bancada partidária. Segundo a organização, a proposta é oferecer informações para a análise do eleitor, sem indicar diretamente em quem ele deve votar.

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Histórico e participação

A ferramenta foi criada originalmente para as eleições de 2018 e, naquela edição, registrou mais de 1,3 milhão de usuários e 34 milhões de acessos. Para a nova rodada, a plataforma iniciou o contato com mais de 19 mil candidaturas ao Legislativo registradas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), convidando os concorrentes a preencherem o questionário.

A confirmação da identidade dos candidatos será feita por meio de assinatura digital vinculada à plataforma Gov.br. A medida busca garantir que as respostas atribuídas às candidaturas sejam efetivamente fornecidas pelos próprios concorrentes. Quando não houver resposta, portanto, o eleitor deve considerar que a correspondência apresentada pelo sistema poderá ter sido construída a partir de outros registros públicos, e não de uma declaração direta do candidato.

Entre as questões utilizadas pela plataforma estão perguntas sobre a proibição de casas de apostas, a relação entre redução de impostos e oferta de serviços públicos e as regras aplicáveis a políticos investigados por crimes. Em um dos casos, relacionado às regras para processos contra parlamentares, o sistema considera também votações recentes da Câmara dos Deputados, incluindo a chamada PEC da Blindagem, a sustação de ação penal contra o deputado Alexandre Ramagem e a proposta de ampliação do número de cadeiras da Câmara de 513 para 531.