31 de agosto de 2026
ELEIÇÕES 2026

Lula e 74 alvos da Lava Jato concorrem nas eleições de 2026

Por Da redação - JP1 |
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Reprodução
A lista reúne políticos com situações jurídicas distintas, incluindo casos de condenações anuladas e investigações arquivadas.

Levantamento que cruza registros de candidaturas, inquéritos e informações apuradas pela imprensa aponta que 74 pessoas investigadas ou anteriormente alvos da Operação Lava Jato estão registradas para disputar as eleições de 2026. A relação inclui o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e políticos de diferentes partidos, cargos e regiões do país. Nove dos candidatos chegaram a ser presos durante o período das investigações.

A presença desses nomes na disputa eleitoral ocorre após uma série de mudanças nos processos relacionados à operação. Em alguns casos, condenações foram anuladas por decisões judiciais; em outros, investigações terminaram arquivadas ou tiveram diferentes desdobramentos. Por isso, a condição de ex-investigado ou ex-alvo da Lava Jato não significa, por si só, que o candidato tenha atualmente uma condenação válida.

Entre os nomes relacionados pelo levantamento estão André Vargas, Beto Richa, Delcídio Amaral, Delúbio Soares, Eduardo Cunha, Luiz Argôlo, Marconi Perillo e José Dirceu. Os políticos tiveram trajetórias distintas durante e depois das investigações, mas aparecem agora novamente vinculados à disputa eleitoral de 2026, em candidaturas distribuídas por diferentes legendas.

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Situação dos candidatos

Lula aparece como o principal nome da lista por concorrer à Presidência da República. O atual presidente foi condenado pela Justiça Federal em processos da Lava Jato e chegou a cumprir prisão em 2018. Em 2021, o ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal, anulou as condenações ao considerar que a Justiça Federal de Curitiba não tinha competência para julgar os casos. O entendimento foi posteriormente confirmado pelo plenário do STF, restabelecendo os direitos políticos do petista.

A decisão permitiu que Lula disputasse a eleição presidencial de 2022, quando venceu Jair Bolsonaro, e também possibilita sua candidatura à reeleição em 2026. Outros políticos incluídos no levantamento passaram por situações jurídicas diferentes, com processos anulados, encerrados ou ainda sujeitos a novos desdobramentos. A análise, portanto, reúne pessoas que tiveram diferentes graus de envolvimento com as investigações, sem atribuir a todos uma mesma condição judicial.

A concentração de candidatos ligados anteriormente à Lava Jato também aparece em diferentes partidos, com presença relevante de nomes associados ao PT e ao PP, além de representantes de outras siglas. O levantamento evidencia que os efeitos políticos e jurídicos da operação continuam presentes na eleição de 2026, agora com antigos investigados concorrendo novamente a cargos públicos em diferentes níveis.