Uma enchente e um deslizamento de terra atingiram a região de fronteira entre o Nepal e o Tibete nesta quarta-feira (26). O desastre deixou ao menos 95 mortos e cerca de 400 desaparecidos, segundo informações divulgadas por autoridades locais e pela imprensa internacional. Aldeias foram atingidas, enquanto estradas, redes de comunicação e o fornecimento de energia elétrica sofreram danos.
A inundação ocorreu na região de Rasuwa, ao norte de Katmandu, capital do Nepal. Informações iniciais apontam que um terremoto teria provocado uma avalanche na região do Himalaia. A massa de neve e gelo teria chegado ao rio Bhote Koshi, elevando o volume da água e causando a inundação.
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Imagens divulgadas nas redes sociais mostram a água avançando sobre áreas habitadas. Moradores deixaram os locais atingidos enquanto o nível do rio aumentava.
As equipes de emergência realizam buscas nos dois lados da fronteira entre o Nepal e o Tibete. Até o momento, 12 pessoas foram resgatadas.
O conselho de turismo do Nepal informou que 384 pessoas foram dadas como desaparecidas após as inundações. Desse total, 291 são turistas e 93 são cidadãos nepaleses.
Entre os estrangeiros que não foram localizados estão cidadãos do Reino Unido, Estados Unidos, Malásia, África do Sul e Índia. Pelo menos 26 policiais também estão entre os desaparecidos.
As áreas próximas ao rio Bhote Koshi permanecem em alerta. O curso d'água nasce no Tibete e segue em direção ao Nepal.
A enchente provocou interrupções nas estradas, nas comunicações e no fornecimento de energia elétrica. A principal ligação rodoviária entre a região atingida e Katmandu também foi fechada.
Equipes de emergência, profissionais da área da saúde, escoteiros e integrantes da Cruz Vermelha participam das ações de atendimento e busca pelas pessoas desaparecidas.
O primeiro-ministro do Nepal, Balendra Shah, informou que as autoridades estão trabalhando em conjunto para organizar as operações de resposta ao desastre.
Na China, o presidente Xi Jinping determinou a realização de operações de resgate na região afetada. Segundo a imprensa estatal chinesa, a orientação é priorizar a localização das pessoas desaparecidas e o atendimento aos feridos.
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