O avanço de um ciclone extratropical formado na costa do Atlântico Sul provoca uma mudança significativa no tempo em diferentes regiões do Brasil nesta sexta-feira (21). O sistema atua principalmente sobre a faixa litorânea do Sul e favorece a entrada de uma massa de ar polar continental, responsável pela queda acentuada das temperaturas.
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Segundo o Climatempo, rajadas de vento entre 70 e 90 km/h podem ocorrer no sul de São Paulo, no litoral e em áreas da Serra do Mar. No centro, sul e leste paulista, incluindo a Grande São Paulo, os Vales do Paraíba, de Sorocaba e de Campinas e a Serra da Mantiqueira, as rajadas podem alcançar entre 50 e 70 km/h. No Rio de Janeiro, áreas próximas ao litoral também podem registrar ventos de até 90 km/h.
Frio intenso na Região Sul
Na Região Sul, o ciclone começa a se afastar em direção ao oceano, reduzindo o volume de chuva, mas ainda mantendo condições para ventos fortes.
No Rio Grande do Sul e em Santa Catarina, as rajadas podem superar 70 km/h principalmente no litoral e nas áreas de serra. O mar permanece agitado, com possibilidade de ressaca entre o litoral gaúcho e o catarinense.
A massa de ar polar provoca temperaturas muito baixas nos três estados. Nas serras gaúcha e catarinense e no sul do Paraná, os termômetros podem registrar marcas próximas ou abaixo de zero durante as primeiras horas da manhã.
O cenário também favorece a formação de geada em áreas de baixada. Mesmo com períodos de sol à tarde, a sensação de frio continua intensa.
Frente fria muda o tempo no Sudeste
A passagem da frente fria associada ao ciclone altera o padrão do tempo em São Paulo e no Rio de Janeiro. A chegada de ventos mais frios favorece o aumento da nebulosidade, além da ocorrência de garoa e pancadas isoladas de chuva.
As temperaturas máximas devem cair de forma expressiva no leste e sul de São Paulo, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro e no sul de Minas Gerais.
Enquanto isso, áreas do interior do Sudeste e do Centro-Oeste continuam sob influência de uma massa de ar seco.
Calor e baixa umidade no Centro-Oeste
Goiás, Mato Grosso e o Distrito Federal permanecem com predomínio de sol e temperaturas elevadas. A umidade relativa do ar pode ficar abaixo de 20% durante a tarde, aumentando o desconforto e o risco associado ao tempo seco.
Em Mato Grosso do Sul, a situação é diferente no sul do estado. A influência do ar polar e dos ventos do quadrante sul provoca queda nas temperaturas, principalmente nas cidades próximas à divisa com o Paraná e à fronteira com o Paraguai.
Chuva irregular no Nordeste
No Nordeste, a circulação de umidade vinda do Oceano Atlântico mantém condições para pancadas de chuva na faixa litorânea.
Chuva fraca a moderada pode ocorrer entre o litoral da Bahia e o Rio Grande do Norte. No Sertão, porém, o tempo permanece predominantemente seco, com temperaturas elevadas e baixos índices de umidade.
Norte terá contraste entre chuva e tempo seco
Na Região Norte, o calor combinado à alta umidade favorece pancadas de chuva acompanhadas de trovoadas no Amazonas, em Roraima, no Amapá e no oeste do Pará.
No Tocantins e no sul do Pará, a presença de ar seco mantém o tempo firme e as temperaturas elevadas. A baixa umidade também contribui para a manutenção do risco de incêndios florestais.
Alerta para ventos e frio
A combinação entre o ciclone extratropical e a massa de ar polar provoca uma sexta-feira marcada por ventos fortes, queda nas temperaturas, mar agitado e possibilidade de geada no Sul, enquanto parte do Sudeste também enfrenta mudança brusca no tempo.
A população deve acompanhar os alertas meteorológicos e redobrar a atenção em áreas expostas a ventos intensos, especialmente no litoral e nas regiões de serra.