18 de agosto de 2026
SEGURANÇA

Pedágio Free Flow vira alvo de golpes; Veja como se proteger

Por Da redação - JP1 |
| Tempo de leitura: 3 min
Reprodução
Golpistas usam dados reais de veículos para criar falsas cobranças de pedágio e convencer motoristas a fazer pagamentos.

O sistema de pedágio eletrônico Free Flow, que permite a passagem pelas rodovias sem praças físicas ou cancelas, também passou a ser explorado por criminosos. Motoristas que procuram na internet formas de consultar ou quitar tarifas podem encontrar páginas fraudulentas que simulam serviços de concessionárias e apresentam cobranças inexistentes.

A fraude ganha força porque algumas dessas páginas utilizam informações reais dos veículos, como placa e modelo. Com esses dados, o site pode parecer legítimo mesmo quando não possui qualquer relação com a empresa responsável pela rodovia. A vítima, então, é conduzida a uma etapa de pagamento, geralmente por Pix, e o dinheiro acaba enviado aos golpistas.

A Kaspersky identificou mais de 400 sites fraudulentos relacionados ao Free Flow desde o início de 2026. Os endereços podem aparecer em pesquisas na internet, inclusive por meio de anúncios, além de serem compartilhados em redes sociais, aplicativos de mensagens e outros canais. Por isso, encontrar uma página com dados corretos do veículo não é suficiente para confirmar que a cobrança é verdadeira.

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Como evitar uma cobrança falsa

O primeiro cuidado é verificar quem administra o trecho utilizado. A consulta deve ser feita diretamente nos canais disponibilizados pela concessionária responsável pela rodovia, evitando links recebidos por mensagens ou encontrados em anúncios. A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) também alerta que não existe um site único que reúna todas as cobranças do Free Flow, já que cada rodovia possui seus próprios procedimentos.

Antes de confirmar qualquer pagamento, o motorista deve conferir o endereço eletrônico da página e observar atentamente quem receberá o dinheiro. Um destinatário incompatível com a concessionária responsável pela cobrança é um sinal de alerta. Erros de português, informações confusas, valores inesperados e solicitações para pagamento imediato também podem indicar uma tentativa de fraude.

Mensagens recebidas por SMS, WhatsApp ou e-mail com links, QR Codes ou cobranças inesperadas também devem ser tratadas com cautela. A ANTT orienta que os motoristas não confiem em solicitações desse tipo e reforça a importância de utilizar os canais oficiais das empresas responsáveis pelos trechos. A existência de mudanças temporárias nas regras relacionadas às multas do Free Flow em 2026 também não significa que as tarifas deixaram de ser devidas.

O que fazer se cair no golpe

Quem já realizou um pagamento em uma página fraudulenta deve entrar em contato com o banco imediatamente e informar que a transação está relacionada a uma fraude. Em pagamentos feitos por Pix, a instituição financeira pode orientar sobre o procedimento de devolução aplicável a casos de golpe. Quanto mais rápido o problema for comunicado, maior a possibilidade de adoção das medidas cabíveis.

Também é importante reunir todas as evidências disponíveis, incluindo comprovante da transferência, endereço do site, capturas de tela, mensagens recebidas e informações da conta que recebeu o dinheiro. O registro de um boletim de ocorrência é outra medida recomendada, assim como a comunicação à concessionária responsável pela rodovia e aos órgãos competentes.

O Free Flow continua funcionando normalmente e permite que os veículos atravessem determinados trechos sem a necessidade de parar em uma praça de pedágio. A identificação é feita por pórticos equipados com câmeras, sensores e leitores de tags. Quem possui dispositivo automático tem a cobrança processada pela tag; já quem não utiliza o equipamento precisa consultar e quitar a tarifa pelos canais oficiais, observando o prazo e as regras estabelecidos para o trecho percorrido.