24 de julho de 2026
POLÊMICA

Ex-prefeito de Piracicaba critica remoção de bancos públicos

Por Will Baldine | Jornal de Piracicaba |
| Tempo de leitura: 2 min
Will Baldine/JP
Em carta aberta direcionada ao gerente-geral da unidade, Erick, Borghesi contesta a proposta de remoção dos equipamentos urbanos

A retirada dos bancos públicos localizados em frente à agência 0056 do Banco do Brasil, no Centro de Piracicaba, motivou uma manifestação pública do ex-prefeito de Piracicaba e presidente da Turma do Sereno, José Antonio Borghesi. Em carta aberta direcionada ao gerente-geral da unidade, Erick, Borghesi contesta a proposta de remoção dos equipamentos urbanos.

Segundo o documento, a justificativa apresentada para a retirada dos bancos estaria relacionada à ocorrência de conflitos interpessoais, consumo de substâncias ilícitas, presença de pessoas em situação de rua e possíveis impactos à imagem institucional da agência.

Saiba mais:

Na carta, Borghesi afirma que a Turma do Sereno utiliza o espaço há 86 anos e que ele próprio frequenta o local há mais de cinco décadas. De acordo com o ex-prefeito, o grupo mantém encontros regulares no endereço, reunindo dezenas de participantes, entre eles ex-prefeitos e moradores da cidade.

O presidente da Turma do Sereno também informa que, após tomar conhecimento da proposta, integrantes do grupo estiveram no local para conversar com frequentadores e pedestres. Segundo ele, não foram encontrados relatos que confirmassem os problemas mencionados como justificativa para a retirada dos bancos.

Ainda conforme o documento, a remoção dos equipamentos públicos não resolveria as situações apontadas e acabaria restringindo o uso do espaço por pessoas que utilizam o local de forma regular. Borghesi argumenta que os bancos cumprem a função de ponto de encontro, descanso e convivência da população.

Na carta, o ex-prefeito também defende que eventuais problemas sejam tratados por meio de ações específicas e com a participação do poder público, em vez da retirada dos bancos. Ele afirma que a medida deveria ser precedida por diálogo com os usuários do espaço.

Ao final do documento, José Antonio Borghesi solicita a abertura de um diálogo entre a direção da agência e os frequentadores do local para discutir a situação antes da adoção de qualquer medida.