21 de julho de 2026
SAÚDE

Câncer de intestino cresce entre jovens; Veja os sinais iniciais

Por Bia Xavier - Jornal de Piracicaba |
| Tempo de leitura: 3 min
Reprodução
Sangue nas fezes, prisão de ventre persistente e alterações na evacuação merecem atenção médica.

O avanço do câncer colorretal entre pessoas com menos de 50 anos tem chamado a atenção de médicos e autoridades de saúde. Embora a maior parte dos diagnósticos ainda ocorra em pacientes mais velhos, o crescimento da doença em adultos jovens reforça a necessidade de reconhecer sintomas precoces e investir em medidas de prevenção.

No Brasil, o câncer de intestino figura entre os tipos mais frequentes da doença e responde por mais de 23 mil mortes todos os anos, segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca). Além do aumento dos casos, especialistas observam que muitos pacientes chegam aos serviços de saúde em fases mais avançadas porque ignoram alterações persistentes no funcionamento do intestino.

A preocupação também ganhou força após a adoção de um novo protocolo nacional para o rastreamento da doença no Sistema Único de Saúde (SUS), que amplia o uso de exames capazes de identificar alterações antes mesmo do aparecimento de sintomas mais graves.

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Quando mudanças na rotina merecem atenção

Os primeiros indícios costumam surgir durante atividades comuns do dia a dia, como ir ao banheiro. Sangue nas fezes, sangramento pelo reto, diarreia persistente, prisão de ventre prolongada, fezes mais finas do que o habitual, dores abdominais frequentes, perda de peso sem explicação e anemia sem causa conhecida estão entre os principais sinais que exigem avaliação médica.

Mesmo conhecendo esses sintomas, muitas pessoas adiam a procura por atendimento. Levantamentos recentes indicam que uma parcela significativa da população já observou sangue nas fezes em algum momento, mas não buscou investigação, o que pode atrasar o diagnóstico e reduzir as chances de sucesso do tratamento.

Casos divulgados por pacientes conhecidos também contribuíram para aumentar a conscientização sobre a doença. O relato da cantora Preta Gil mostrou como sintomas inicialmente confundidos com problemas intestinais comuns podem evoluir até a descoberta de um tumor, reforçando a importância de não negligenciar mudanças persistentes.

Hábitos fazem diferença na prevenção

Especialistas relacionam boa parte dos casos ao estilo de vida. Uma alimentação rica em verduras, legumes, frutas, feijões e carnes magras, aliada à redução do consumo de alimentos ultraprocessados, ajuda a diminuir o risco. Manter o peso adequado, praticar atividade física regularmente, evitar o cigarro e reduzir o consumo de bebidas alcoólicas também estão entre as principais recomendações.

Outro fator importante é manter uma boa hidratação e preservar o funcionamento regular do intestino. Permanecer muitos dias sem evacuar pode aumentar o tempo de contato da mucosa intestinal com substâncias potencialmente nocivas presentes nas fezes, motivo pelo qual alterações persistentes merecem investigação.

Para ampliar a detecção precoce, o Ministério da Saúde definiu o Teste Imunoquímico Fecal (FIT) como exame de referência no rastreamento de homens e mulheres entre 50 e 75 anos sem sintomas. O procedimento identifica pequenas quantidades de sangue oculto nas fezes e permite encaminhar rapidamente os pacientes para exames complementares quando necessário, aumentando as chances de identificar lesões ainda em estágio inicial.