O avanço das doenças respiratórias em Piracicaba reforça a importância da vacinação e dos cuidados preventivos durante o inverno. De acordo com dados atualizados da Vigilância Epidemiológica, até o dia 29 de junho o município registrou 155 internações por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em 2026, além de cinco óbitos relacionados à doença. O aumento acompanha o período de maior circulação dos vírus respiratórios no Estado.
Os dados evidenciam o impacto da sazonalidade sobre a doença. Entre janeiro e março, período de temperaturas mais elevadas, foram registradas 27 internações por SRAG. Já entre abril e junho, esse número saltou para 128, concentrando mais de 80% dos casos contabilizados no ano e refletindo a intensificação da circulação de vírus respiratórios durante o outono e o inverno.
O cenário local acompanha a tendência observada em todo o país. O mais recente Boletim InfoGripe, divulgado pela Fiocruz, aponta crescimento das internações por SRAG entre jovens, adultos e idosos, impulsionado principalmente pelos vírus influenza A e B.
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O levantamento da Fiocruz, referente à Semana Epidemiológica 23 (de 7 a 13 de junho), mostra que São Paulo está entre os 14 estados com incidência de SRAG em níveis de alerta, risco ou alto risco, além de apresentar tendência de crescimento nas últimas seis semanas.
Embora os casos em crianças de até quatro anos apresentem sinais de desaceleração e as ocorrências entre cinco e 14 anos estejam em queda, as hospitalizações continuam aumentando entre adolescentes, adultos e idosos. O avanço também é observado em diversas capitais brasileiras, indicando maior pressão sobre os serviços de saúde durante o inverno.
Nas quatro últimas semanas epidemiológicas analisadas, o vírus sincicial respiratório (VSR) respondeu por 51,4% dos casos positivos de SRAG. Em seguida aparecem o rinovírus (23,9%), influenza A (19,1%), influenza B (7,1%) e o Sars-CoV-2 (2,2%).
Diante do crescimento dos casos, a Fiocruz reforça que a vacinação continua sendo a medida mais eficaz para reduzir internações e mortes causadas pela influenza. A recomendação é direcionada principalmente a crianças, idosos, gestantes e pessoas com doenças crônicas, grupos mais suscetíveis às complicações da doença.
A fundação também destaca a importância da vacina contra o vírus sincicial respiratório (VSR) para gestantes a partir da 28ª semana de gravidez, estratégia que ajuda a proteger os recém-nascidos nos primeiros meses de vida. Para idosos e pessoas imunocomprometidas, a orientação é manter as doses de reforço contra a Covid-19 atualizadas.
Além da imunização, especialistas recomendam medidas preventivas como lavar as mãos com frequência, cobrir boca e nariz ao tossir ou espirrar, evitar contato com outras pessoas quando houver sintomas respiratórios e utilizar máscaras em ambientes fechados ou com grande circulação de pessoas, especialmente durante o período de maior transmissão dos vírus.