29 de junho de 2026
AVIAÇÃO

Passagem aérea fica 11% mais cara e média supera R$ 630; Veja

Por Da redação - JP1 |
| Tempo de leitura: 2 min
Reprodução/Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil
Cerca de 1 em cada 20 passagens domésticas vendidas em maio ultrapassou R$ 1.500, segundo a Anac.

O brasileiro precisou desembolsar mais para viajar de avião em maio. A tarifa média das passagens em voos domésticos chegou a R$ 632,53, registrando aumento de 11,2% em comparação ao mesmo mês do ano passado. Mesmo com a alta, quase metade dos bilhetes vendidos permaneceu abaixo de R$ 500, segundo levantamento da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

O crescimento dos preços acontece em um momento de expansão do transporte aéreo nacional. Em maio, cerca de 8,3 milhões de passageiros embarcaram em voos dentro do país, um avanço de 2,5% sobre o mesmo período de 2025. O desempenho do setor foi puxado principalmente por Latam e Gol, que ampliaram sua participação e hoje concentram aproximadamente 72% do mercado brasileiro.

Os valores divulgados pela Anac consideram apenas a tarifa aérea, sem incluir taxas de embarque ou outros encargos, e já estão corrigidos pela inflação.

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Combustível mais caro pesa no bolso dos passageiros

O principal fator por trás da elevação das tarifas é o aumento expressivo do querosene de aviação (QAV), um dos maiores custos operacionais das companhias aéreas. Em maio, o litro do combustível foi comercializado, em média, por R$ 6,46.

Segundo dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o valor representa alta de 68,5% em relação ao mesmo mês de 2025 e de 44,4% frente a maio de 2024. O avanço acompanha o cenário de instabilidade no mercado internacional de petróleo.

As tensões geopolíticas envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, além das incertezas sobre o tráfego no Estreito de Ormuz — rota estratégica para o transporte mundial da commodity — aumentaram a pressão sobre os preços internacionais do petróleo, refletindo diretamente nos custos da aviação.

Nem toda passagem passou dos R$ 500

Apesar do aumento da tarifa média, os dados da Anac mostram que ainda há espaço para encontrar bilhetes mais baratos. Em maio, 49,1% das passagens domésticas foram vendidas por menos de R$ 500.

Dentro desse grupo, 20,7% custaram até R$ 300, enquanto outros 28,4% ficaram na faixa entre R$ 300 e R$ 500. Na outra ponta, 5,4% das passagens ultrapassaram R$ 1.500, valor próximo ao salário mínimo nacional de 2026, fixado em R$ 1.621.

Ao longo dos últimos 12 meses, as tarifas oscilaram conforme a sazonalidade. O pico foi registrado em dezembro, período de férias e festas de fim de ano, quando o preço médio das passagens atingiu R$ 763, reforçando a influência da demanda e dos custos operacionais sobre o valor final pago pelos passageiros.