25 de junho de 2026
SAÚDE

Frio aumenta risco de infarto e AVC; Veja os sinais

Por Bia Xavier - Jornal de Piracicaba |
| Tempo de leitura: 2 min
Reprodução
No inverno, o corpo gasta mais energia para manter a temperatura, o que pode aumentar a sobrecarga sobre o sistema cardiovascular.

Com a chegada do inverno, os cuidados com a saúde vão muito além de casacos e cobertores. As baixas temperaturas também podem representar um risco maior para o coração e para a circulação sanguínea, especialmente entre pessoas que já convivem com fatores que favorecem doenças cardiovasculares.

Entre os principais sinais de alerta que exigem atenção imediata estão dor ou sensação de pressão no peito, falta de ar, palpitações, tontura, desmaios e dificuldade para falar. Alterações como fraqueza em apenas um lado do corpo também podem indicar um quadro grave, como um acidente vascular cerebral (AVC).

Além disso, sintomas como dores intensas nas pernas, inchaço repentino e mudanças na coloração da pele podem estar relacionados a problemas vasculares que demandam avaliação médica rápida. Especialistas ressaltam que a identificação precoce desses sinais pode ser decisiva para evitar complicações mais sérias.

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Quando o frio coloca o coração à prova

Diversos estudos apontam que os períodos de temperaturas mais baixas costumam registrar aumento nos casos de infarto, AVC e outras doenças cardiovasculares. A explicação está na forma como o organismo reage para preservar o calor corporal.

Especialistas explicam que o corpo ativa um mecanismo chamado vasoconstrição, responsável por reduzir o calibre dos vasos sanguíneos. Embora essa resposta seja natural, ela também provoca elevação da pressão arterial e aumenta a demanda de trabalho do coração.

Com os vasos mais contraídos, o sistema cardiovascular precisa se esforçar mais para manter a circulação adequada. Em pessoas predispostas, esse processo pode favorecer o surgimento ou agravamento de problemas cardíacos e vasculares.

Quem precisa de mais atenção no inverno

Os grupos considerados mais vulneráveis incluem idosos, hipertensos, diabéticos, fumantes, pessoas com colesterol elevado, obesidade e histórico de infarto ou derrame. Pacientes com insuficiência cardíaca, doenças vasculares já diagnosticadas e indivíduos sedentários também fazem parte da lista de risco.

Segundo especialistas, as adaptações que o organismo realiza para enfrentar o frio podem intensificar condições de saúde já existentes, aumentando a probabilidade de complicações cardiovasculares durante a estação.

Para reduzir os riscos, a recomendação é manter uma rotina de atividades físicas, hidratar-se adequadamente, controlar pressão arterial, diabetes e colesterol, além de evitar o tabagismo. Também é aconselhável limitar a exposição prolongada ao frio intenso, especialmente nas primeiras horas da manhã, quando as temperaturas costumam ser mais baixas.