24 de junho de 2026
INSS 2026

Biometria do INSS: veja como fazer e saber se você já tem

Por Redação/JP1 |
| Tempo de leitura: 3 min
Reprodução/CNN
As novas regras foram divulgadas no Diário Oficial da União e serão implementadas de forma gradual nos próximos anos.

O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) publicou uma portaria que amplia a exigência de cadastro biométrico para a concessão de benefícios previdenciários e assistenciais. A medida alcança aposentadorias, auxílios e o Benefício de Prestação Continuada (BPC/Loas), com o objetivo de reforçar a identificação dos beneficiários e reduzir fraudes.

As novas regras foram divulgadas no Diário Oficial da União e serão implementadas de forma gradual nos próximos anos.

Como saber se você já possui biometria cadastrada

Antes de realizar qualquer procedimento, o cidadão deve verificar se já possui registro biométrico em alguma base oficial do governo.

São considerados válidos os cadastros realizados por meio de:

Quem já possui biometria registrada em um desses documentos não precisará realizar uma nova coleta neste momento.

A consulta também pode ser feita por canais digitais, como a plataforma gov.br, sistemas da Justiça Eleitoral e serviços dos Detrans. Segundo o governo federal, mais de 150 milhões de brasileiros já contam com registros biométricos em bases oficiais.


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Como fazer a biometria

Para quem ainda não possui cadastro biométrico, a principal porta de entrada será a emissão da nova Carteira de Identidade Nacional (CIN).

A coleta inclui:

Além da CIN, o registro biométrico também pode ser realizado durante a emissão ou renovação de documentos como o título de eleitor e a CNH.

O governo informou que, até o fim de 2026, disponibilizará ferramentas para que os órgãos responsáveis pelos benefícios sociais possam validar a identidade dos cidadãos por meio de reconhecimento facial e digitais.

Como funcionará a exigência

A comprovação biométrica passará a ser requisito para a solicitação de diversos benefícios administrados pelo INSS.

Entre as bases aceitas para validação estão:

A exigência já era aplicada em alguns programas. Desde 2024, por exemplo, tornou-se obrigatória para solicitações do BPC/Loas. Agora, a regulamentação amplia o uso da biometria para a maior parte dos benefícios previdenciários e assistenciais requeridos ao INSS.

Quem não precisará apresentar biometria

A portaria prevê exceções para grupos específicos.

Estão dispensados da exigência:

Nesses casos, outros documentos poderão ser utilizados para comprovação de identidade.

Beneficiários atuais precisam se preocupar?

Segundo o governo federal, quem já recebe benefícios não terá bloqueio automático.

A implementação será gradual e os cadastros já existentes continuarão válidos durante o período de transição.

Até 31 de dezembro de 2027, serão aceitas as biometrias registradas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), na CNH e no passaporte, desde que tenham

sido coletadas até o final de 2026.

A partir de janeiro de 2028, a biometria vinculada à Carteira de Identidade Nacional deverá se tornar a principal referência para concessão, renovação e manutenção dos benefícios sociais.

O que acontece se a biometria não for apresentada?

Nos casos em que a biometria for obrigatória, o cidadão que não comprovar o cadastro nem demonstrar enquadramento em alguma hipótese de dispensa poderá ter o pedido encerrado e considerado desistente.

De acordo com o Ministério da Previdência Social, a medida busca aumentar a segurança dos sistemas de benefícios e dificultar pagamentos indevidos realizados por terceiros.

Cronograma foi adiado pelo governo

A expansão completa da exigência biométrica estava prevista para ocorrer antes, mas o governo decidiu ampliar os prazos.

O objetivo é permitir que a população tenha mais tempo para emitir a Carteira de Identidade Nacional e atualizar seus registros sem risco de perder acesso aos programas sociais.

A implantação total da nova política está prevista para ocorrer a partir de janeiro de 2027, com novas etapas sendo implementadas gradualmente até 2028.