A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) emitiu um alerta após identificar lotes falsificados de medicamentos utilizados no tratamento de diferentes tipos de câncer. A medida determina a apreensão imediata dos produtos e proíbe sua comercialização, distribuição e uso em todo o território nacional.
Entre os itens interditados está um lote do Keytruda (pembrolizumabe), medicamento amplamente utilizado em terapias oncológicas. A investigação apontou que o produto circulava sem origem comprovada e fora dos sistemas oficiais de controle, levantando suspeitas de falsificação e risco à segurança dos pacientes.
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A apuração teve início após a empresa responsável pelo registro do medicamento identificar inconsistências em informações presentes nas embalagens. Números de série incompatíveis com os registros oficiais e falhas de rastreabilidade reforçaram os indícios de que o lote era clandestino.
Além do Keytruda, a Anvisa também determinou a apreensão de dois lotes falsificados do Kadcyla (trastuzumabe emtansina), medicamento indicado principalmente para pacientes com câncer de mama HER2-positivo. Os produtos tiveram sua circulação proibida imediatamente após a confirmação das irregularidades.
As análises realizadas pelas fabricantes revelaram diversas diferenças entre os produtos falsificados e os originais. Foram encontradas alterações na arte gráfica das embalagens, problemas nos selos de segurança e ausência do código 2D DataMatrix, utilizado para rastreamento dos medicamentos.
As irregularidades também se estendiam aos frascos, tampas, rótulos e bulas. Em alguns casos, os documentos apresentavam erros de formatação, ausência de informações obrigatórias e até textos incoerentes em idiomas estrangeiros. Diante das evidências, a Anvisa reforçou o alerta para que pacientes, hospitais e clínicas adquiram medicamentos apenas por canais autorizados e mantenham atenção redobrada à procedência dos produtos.