10 de junho de 2026
OPORTUNIDADE

Quer morar de graça nos Alpes italianos? Veja como participar

Por Da redação - JP1 |
| Tempo de leitura: 2 min
Reprodução
Projeto internacional quer entender como a vida nas montanhas influencia fatores como sono, metabolismo e pressão arterial.

Morar nos Alpes italianos por um mês, sem gastar com hospedagem e ainda receber uma compensação financeira, é a proposta de um estudo científico que está recrutando voluntários para uma experiência inédita. A iniciativa será realizada entre agosto e setembro de 2026 e pretende investigar os efeitos da vida em altitudes moderadas sobre a saúde humana.

Os participantes selecionados ficarão hospedados no refúgio Nino Corsi, localizado no Parque Nacional Stelvio, na região do Tirol do Sul, no norte da Itália. Além de terem todas as despesas da estadia cobertas pelos organizadores, os voluntários receberão uma bolsa de 400 euros, valor equivalente a cerca de R$ 2,4 mil.

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O que será analisado durante o estudo?

O projeto, chamado MAHE (Moderate Altitude Healthy Exposure), é coordenado pela Eurac Research e busca compreender como o organismo reage à permanência em altitudes entre 2.000 e 2.500 metros acima do nível do mar. A pesquisa pretende ampliar o conhecimento científico sobre ambientes de altitude moderada, um tema ainda pouco explorado em comparação às regiões de altitude extrema.

Durante as quatro semanas de permanência no local, os pesquisadores acompanharão fatores como pressão arterial, metabolismo, alimentação, rotina de atividades físicas e qualidade do sono. A expectativa é identificar se esse tipo de ambiente pode trazer benefícios à saúde cardiovascular e metabólica, além de contribuir para a prevenção de algumas doenças.

Quem pode se candidatar às vagas?

O estudo é destinado a homens e mulheres com idade entre 18 e 40 anos que atualmente vivam ao nível do mar. Para garantir a uniformidade dos resultados, não poderão participar fumantes, atletas de alto rendimento ou pessoas que possuam doenças preexistentes.

Mesmo em um cenário cercado por montanhas e paisagens naturais, os participantes deverão manter suas atividades habituais. A proposta é que continuem trabalhando ou estudando remotamente durante a estadia, permitindo que os cientistas observem os efeitos da altitude sem mudanças significativas na rotina diária.

Benefícios e desafios da vida em altitude

Viver acima de 1.500 metros envolve condições ambientais diferentes das encontradas em cidades localizadas ao nível do mar. Entre elas estão a menor pressão atmosférica, a redução da quantidade de oxigênio disponível e uma maior exposição à radiação ultravioleta.

Estudos anteriores já apontaram possíveis relações entre a vida em regiões elevadas e menores índices de mortalidade por algumas doenças cardiovasculares, como o AVC. Por outro lado, essas condições podem representar desafios para pessoas com determinados problemas respiratórios. A pesquisa pretende justamente aprofundar a compreensão sobre esse equilíbrio e seus impactos na saúde a longo prazo.

A procura pela experiência tem sido alta. Segundo os organizadores, mais de 160 inscrições foram registradas poucas horas após a divulgação da iniciativa, que oferece apenas 12 vagas. Os interessados devem buscar informações diretamente junto à Eurac Research, responsável pela seleção dos participantes.