02 de junho de 2026
MEIO AMBIENTE

Exposição fotográfica destaca impactos no rio Piracicaba

Por Bia Xavier - Jornal de Piracicaba |
| Tempo de leitura: 3 min
Divulgação
Rô Camolese (ex-secretária de Cultura), Marcos Vanceto, Alexandre Neder (IHGP) e Ivana Negri (IHGP e APL).

A exposição "Memórias ecológicas de um piracicabano", do fotógrafo e jornalista Marcos Vanceto, estreou na segunda-feira (1º) no Museu Luiz de Queiroz, da ESALQ-USP, trazendo ao público registros que evidenciam os impactos da ação humana sobre o meio ambiente, especialmente no rio Piracicaba. A mostra reúne 57 fotografias em preto e branco e coloridas produzidas ao longo de décadas. As imagens retratam desde áreas preservadas da Estação Ecológica Juréia-Itatins até cenários de degradação ambiental observados no rio Piracicaba e no antigo Lixão do Pau Queimado.

Segundo Vanceto, a abertura foi marcada pela presença de amigos, familiares e parceiros, além de visitantes que se emocionaram e se surpreenderam com os registros expostos. “Foi um momento agradável. Amigos, familiares e parceiros reunidos num ambiente extremamente cultural, num ambiente universitário com a tradição e a qualidade da nossa ESALQ-USP”, afirmou.

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De acordo com o fotógrafo, as imagens do rio Piracicaba foram as que mais chamaram a atenção do público. Muitas pessoas ficaram impressionadas com a dimensão dos problemas ambientais registrados há quase quatro décadas. “Percebi nos comentários que a maioria não fazia ideia do que o ser humano é capaz de fazer contra o meio ambiente em que vive e do qual depende”, disse.

Entre os trabalhos expostos estão fotografias feitas em 1989 durante um período de estiagem em uma curva do rio abaixo do distrito de Artemis. Os registros mostram acúmulo de lixo, restos de animais e outros sinais de degradação ambiental. As imagens do antigo Lixão do Pau Queimado também despertaram forte reação dos visitantes. “Alguns até comentaram sobre algumas fotos achando que são montagens, mas não são. É a realidade que atinge o coração da existência de Piracicaba, infelizmente”, destacou.

Registros antigos, mensagem atual

Embora parte das fotografias tenha sido produzida há 37 anos, Vanceto acredita que o conteúdo continua atual diante dos desafios ambientais enfrentados pela sociedade. Os registros do rio Piracicaba e do Lixão do Pau Queimado datam do final da década de 1980, enquanto as imagens da expedição realizada na Juréia-Itatins foram produzidas há cerca de 27 anos. Para o fotógrafo, o tempo apenas reforçou a relevância da mensagem transmitida pela exposição.

“Para mim, essas imagens são como se fossem recentes, porque a ação do homem no meio ambiente não é estática, é crescente e contínua. Por isso as considero imagens oportunas e carregadas de conteúdo para reflexão”, afirmou.

Além das fotografias, a exposição apresenta frases educativas e reflexões sobre sustentabilidade e preservação ambiental, ampliando o debate sobre a relação entre desenvolvimento humano e conservação dos recursos naturais. Vanceto acredita que os registros permitem uma reflexão profunda sobre o futuro do planeta e sobre a responsabilidade das pessoas na proteção do meio ambiente. “Delas consegue-se tirar conclusões profundas sobre nossa missão terrena e sobre o presente e o futuro da humanidade”, afirmou.

A exposição segue aberta para visitação gratuita até o dia 30 de junho no Museu Luiz de Queiroz. O espaço pode ser visitado de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h.