29 de maio de 2026
ECONOMIA

Cosan pode reduzir fatia na Raízen após crise bilionária; Entenda

Por Da redação - JP1 |
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Incerteza sobre a participação de acionistas e credores mantém o mercado em alerta durante a reestruturação da companhia de energia.

A possibilidade de Rubens Ometto, controlador da Cosan, ficar de fora do aumento de capital da Raízen já começa a ser tratada como cenário provável por parte dos credores da companhia. O empresário poderia contribuir com R$ 500 milhões dentro de uma operação mais ampla liderada pela Shell, mas a eventual ausência do aporte não deve alterar significativamente o processo de reestruturação financeira da empresa, segundo interlocutores ligados às negociações.

Mesmo diante do impasse, a expectativa no mercado é de que um acordo seja fechado até 9 de junho, prazo considerado decisivo para homologação do plano de recuperação extrajudicial. A avaliação entre os envolvidos é de que uma recuperação judicial ampliaria os riscos para todos os lados, especialmente em meio ao elevado endividamento da companhia, estimado em R$ 65 bilhões.

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Pressão dos credores trava negociações

As tratativas entre a Raízen e os detentores de títulos emitidos no exterior seguem avançando lentamente. Os bondholders chegaram a discutir um empréstimo sênior de cerca de R$ 2,5 bilhões, mas as exigências envolvendo custos e garantias foram consideradas excessivas dentro do atual cenário financeiro da empresa.

Outro ponto de atrito envolve a conversão de dívida em ações. Os credores defendem condições diferentes das apresentadas pela companhia, enquanto a Shell tenta estruturar um modelo que permita equilibrar o passivo sem comprometer ainda mais sua exposição financeira ao consolidar os resultados da Raízen em balanço.

Shell amplia espaço e Cosan perde força

A Shell reafirmou apoio à recuperação extrajudicial e sinalizou disposição para injetar R$ 3,5 bilhões na companhia como parte da solução negociada. A petrolífera também indicou que continuará atuando diretamente nas discussões para garantir a continuidade operacional da Raízen no longo prazo.

Nos bastidores, a Cosan já admite uma redução relevante de sua participação acionária na empresa. Em conversa recente com investidores, o CEO Marcelo Martins indicou que o grupo não acompanhará o aporte liderado pela Shell, o que deve provocar forte diluição da fatia da companhia. O executivo também sinalizou que a Cosan não pretende permanecer vinculada a um acordo de acionistas com a Shell e avalia, no futuro, vender a participação remanescente na Raízen.