A Doença de Parkinson ainda representa desafios diários para milhares de pacientes, mas os avanços da medicina têm mudado a realidade de quem convive com a condição. Em Piracicaba, uma palestra vai apresentar novas possibilidades de tratamento e mostrar como procedimentos modernos vêm impactando diretamente a qualidade de vida dos pacientes.
O encontro será conduzido pelo neurocirurgião funcional José Zeraick Neto, médico cooperado da Unimed Piracicaba, especialista em distúrbios do movimento e Doença de Parkinson. O evento acontece neste sábado (23), às 9h, na sede da Associação Brasil Parkinson (Colibri), localizada na Rua Visconde do Rio Branco, 1400, no bairro Higienópolis, com entrada gratuita.
VEJA MAIS:
Em entrevista ao JP, Dr. José Zeraick Neto explicou que um dos principais avanços recentes está na modernização das cirurgias para tratamento da Doença de Parkinson. Segundo ele, os procedimentos se tornaram menos invasivos e mais acessíveis aos pacientes.
“Hoje é uma cirurgia minimamente invasiva. O paciente interna, faz o procedimento e recebe alta no mesmo dia ou no dia seguinte”, afirmou o especialista. Ele destaca que o principal objetivo da cirurgia é melhorar a qualidade de vida, permitindo mais autonomia nas atividades do dia a dia.
O médico contou ainda que muitos pacientes conseguem reduzir significativamente o uso de medicamentos após o procedimento. “Tenho pacientes que zeraram medicações, embora esse não seja o objetivo principal da cirurgia”, explicou.
Outro destaque citado pelo neurocirurgião é a chegada de novas terapias para 2026, como a bomba de infusão contínua de Foslevodopa, indicada para pacientes com Parkinson avançado. Segundo ele, o tratamento promete melhorar o controle dos sintomas e trazer mais estabilidade à rotina dos pacientes.
Além dos avanços tecnológicos, o especialista reforçou o impacto emocional e funcional que os tratamentos podem proporcionar. Segundo ele, após os procedimentos, muitos pacientes conseguem retomar tarefas simples que haviam sido perdidas ao longo da evolução da doença.
“Tenho relatos de pacientes que não conseguiam mais tomar banho sozinhos, comer com garfo e faca ou realizar atividades básicas da casa. Após a cirurgia, voltaram a fazer tudo isso”, contou.
Dr. José também destacou que a melhora motora facilita a participação dos pacientes em terapias multiprofissionais, como fisioterapia, terapia ocupacional e fonoaudiologia, ampliando ainda mais os resultados do tratamento.
A palestra também contará com depoimentos de pacientes submetidos ao tratamento cirúrgico e participação da Instituição Colibri, trazendo relatos reais sobre superação e qualidade de vida.