12 de maio de 2026
POLÍTICA

Lula diz que crime organizado não está só nas favelas

Por Da redação - JP1 |
| Tempo de leitura: 2 min
Reprodução
Governo federal lançou nesta terça (12) o programa Brasil Contra o Crime Organizado com foco em facções e tráfico de armas.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta terça-feira (12), em Brasília, que o crime organizado deixou de atuar apenas nas periferias e hoje também está presente em setores como empresas, futebol, Congresso Nacional e Poder Judiciário. A declaração ocorreu durante o lançamento do programa Brasil Contra o Crime Organizado.

Ao apresentar a nova iniciativa federal voltada à segurança pública, Lula defendeu uma atuação integrada entre União, estados e forças policiais para enfrentar facções criminosas e reduzir o avanço do tráfico de drogas e armas no país. Segundo ele, a falta de cooperação entre os órgãos públicos fortalece as organizações criminosas.

VEJA MAIS:



Governo aposta em nova estratégia nacional

O programa Brasil Contra o Crime Organizado foi criado para ampliar o combate às facções, milícias e redes ligadas ao narcotráfico. A proposta do governo será baseada em quatro pilares principais: enfraquecimento financeiro das organizações criminosas, reforço da segurança no sistema prisional, qualificação das investigações de homicídios e combate ao tráfico de armas.

Durante o evento, Lula ressaltou que o governo federal não pretende substituir o trabalho das polícias estaduais, mas atuar em parceria para aumentar a eficiência das ações de segurança em todo o país. O presidente também afirmou que ainda há muitos desafios para conter o crescimento das facções criminosas e garantir mais proteção à população.

Conversa com Trump entrou na pauta

Lula revelou ainda que discutiu o combate ao crime organizado em reunião recente com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Segundo ele, o governo brasileiro enviou um documento propondo cooperação entre os dois países em áreas como lavagem de dinheiro, contrabando de armas e fiscalização de fronteiras.

A movimentação ocorre em meio às discussões sobre uma possível classificação do PCC e do Comando Vermelho como organizações terroristas pelos Estados Unidos. Atualmente, os grupos são reconhecidos internacionalmente como facções criminosas ligadas ao tráfico de drogas. Caso sejam enquadrados como organizações terroristas, o governo americano poderá ampliar medidas de combate e atuação internacional envolvendo essas facções.