O Desenrola 2.0 começou oficialmente nesta terça-feira (5), já com a adesão dos principais bancos do país e a promessa de ampliar o alcance da renegociação de dívidas no Brasil. Banco do Brasil, Bradesco, Caixa, Itaú, Santander e Nubank confirmaram participação na nova fase do programa federal, que prevê descontos de até 90% para consumidores inadimplentes.
Voltado para famílias, estudantes, empresas e produtores rurais, o programa terá duração de 90 dias para a maior parte do público. No caso do setor rural, o prazo foi estendido até 20 de dezembro de 2026. A expectativa do governo é reduzir o endividamento e facilitar o acesso ao crédito para milhões de brasileiros.
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Mesmo com a liberação da infraestrutura do Fundo Garantidor de Operações (FGO), algumas instituições financeiras ainda finalizam ajustes técnicos para iniciar as ofertas completas. Enquanto isso, bancos como Banco do Brasil, Bradesco e Itaú já disponibilizaram canais online para cadastro de interesse e consulta das condições.
A Caixa saiu na frente e informou ter realizado a primeira quitação dentro do novo programa ainda no primeiro dia de operação. Segundo o banco, um cliente de Várzea Paulista (SP) conseguiu liquidar uma dívida do cheque especial com desconto de 75%.
Além do atendimento presencial e pelo site, a Caixa também ampliou os canais digitais e liberou suporte via WhatsApp. Já o Nubank destacou que toda a renegociação acontece diretamente no aplicativo, onde o cliente consegue visualizar descontos, parcelamentos e concluir o acordo sem sair da plataforma.
O Santander informou que trabalha para liberar o serviço o mais rápido possível e também deve oferecer condições especiais para clientes que não se enquadram nos critérios do programa.
Na categoria Famílias, o Desenrola 2.0 é destinado a pessoas com renda mensal de até cinco salários mínimos, atualmente em R$ 8.105. Entram no programa dívidas de cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal contratadas até 31 de janeiro de 2026, desde que estejam atrasadas por pelo menos 90 dias e no máximo dois anos.
Outro ponto que chamou atenção é a nova regra para participantes do programa: quem aderir terá o CPF bloqueado em plataformas de apostas esportivas por 12 meses.
A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) informou que as instituições associadas trabalham para garantir que todos os clientes elegíveis consigam renegociar suas dívidas dentro do período de adesão, ressaltando a complexidade operacional do programa e a expectativa de avanço gradual nos próximos dias.