06 de maio de 2026
POLÍTICA

Zema critica auxílios e fala em “dependência social”

Por Da redação - JP1 |
| Tempo de leitura: 1 min
Reprodução/Foto: Dirceu Aurélio/Imprensa MG
Em entrevista, Zema declarou que o Brasil estaria criando uma “geração de imprestáveis” ao manter pessoas fora do mercado formal.

O pré-candidato à Presidência, Romeu Zema, sinalizou que pretende reformular programas de transferência de renda com critérios mais duros e maior integração com o mercado de trabalho. A proposta envolve condicionar a continuidade dos benefícios à aceitação de vagas formais, sob risco de suspensão em caso de recusas sem justificativa.

A ideia central é ampliar o controle sobre a oferta de empregos para beneficiários. Para isso, o pré-candidato mencionou o uso de estruturas como o Sistema Nacional de Emprego (Sine) e redes municipais de assistência social, que ajudariam a acompanhar oportunidades disponíveis e a resposta dos inscritos.

Dentro do modelo defendido, a recusa de uma primeira proposta de trabalho poderia ser tolerada, mas a partir de uma segunda oferta a aceitação passaria a ser obrigatória. O objetivo declarado é evitar que os programas funcionem como desestímulo à formalização e garantir que os recursos públicos cheguem a quem realmente precisa.

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Críticas à dependência de benefícios

Apesar de afirmar que não pretende extinguir políticas sociais, Zema demonstrou preocupação com o que considera um aumento da dependência de auxílios governamentais. Na avaliação dele, há distorções no sistema, incluindo fraudes e situações em que pessoas evitariam vínculos formais para não perder o benefício.

O posicionamento também inclui a defesa de um pente-fino nos cadastros e revisão de critérios, com foco em eficiência e direcionamento mais preciso dos recursos. A proposta se insere no discurso de equilíbrio entre proteção social e estímulo à atividade econômica formal.