30 de abril de 2026
SAÚDE ANIMAL

Comida de gente pode colocar cães em risco; Entenda

Por Bia Xavier - Jornal de Piracicaba |
| Tempo de leitura: 2 min
Imagem criada por IA
Dar ossos aos cães pode parecer inofensivo, mas eles podem se quebrar, formar lascas e causar perfurações graves no sistema digestivo do animal.

Oferecer aquele pedacinho do seu prato pode parecer um gesto de carinho, mas o hábito, bastante comum entre tutores, pode esconder riscos sérios para a saúde dos cães. Em contato com o Jornal de Piracicaba, a médica veterinária Amanda Viviani explicou que até pequenas quantidades de alimentos humanos podem provocar reações preocupantes nos pets.

Segundo ela, muitos ingredientes e temperos presentes na alimentação do dia a dia são tóxicos para os animais. “A maioria pode causar sintomas inespecíficos como vômitos, que podem conter sangue, diarreia com coloração escura ou presença de sangue, dor abdominal e anorexia”, destaca.

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Alimentos perigosos no dia a dia

Entre os maiores vilões estão itens bastante comuns na cozinha. A cebola e o alho, por exemplo, são extremamente tóxicos para as células vermelhas do sangue dos cães e podem causar anemia hemolítica, mesmo em pequenas quantidades.

Alimentos gordurosos, como pastel, bacon e pele de frango assado, além de embutidos como salsicha e presunto, também entram na lista de risco. De acordo com a veterinária, o consumo pode levar à pancreatite devido ao excesso de gordura, conservantes e temperos.

Outro alerta importante envolve a uva, que pode causar lesão renal aguda em cães, além de sintomas como vômitos e diarreia. Já chocolates e café possuem substâncias tóxicas que podem provocar, além de problemas gastrointestinais, tremores musculares, aumento da frequência cardíaca e até convulsões em casos mais graves.

Amanda ressalta que, ao perceber a ingestão de qualquer alimento perigoso, o tutor deve procurar atendimento veterinário imediatamente e informar o que foi consumido, facilitando o diagnóstico e o tratamento.

O que pode (com moderação)

Apesar dos riscos, alguns alimentos de consumo humano podem ser oferecidos com cautela. Legumes como chuchu, batata-doce, beterraba e brócolis são opções seguras, assim como frutas como banana e maçã, desde que sem casca e sem sementes. O peito de frango cozido, sem tempero, também pode ser incluído.

No entanto, esses itens devem ser oferecidos apenas como petiscos e com baixa frequência ao longo da semana. A veterinária também alerta para possíveis alergias individuais, que podem se manifestar com coceira, vermelhidão na pele ou sintomas gastrointestinais.

Outros cuidados incluem evitar ossos, tanto crus quanto cozidos, que podem se quebrar, formar lascas e causar perfurações no sistema digestivo, além de possíveis intoxicações por gordura e temperos.

"Nenhum destes alimentos substitui a fórmula das rações. No caso de um paciente que precise de alimentação 100% natural (humana), um médico veterinário deve ser consultado para que a dieta seja balanceada e adequada às necessidades de cada um" conclui Amanda.